quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acreditar sempre no Final Feliz :)

Tem sido uma semana difícil ... estes últimos dias tenho recebido umas quantas más notícias de que casais amigos se separaram, e que me deixaram atónita, mas enfim ... deixou-me a pensar ...
Quando era adolescente, e nem sonhava em arranjar namorado, achava os adultos muito complicados, quando via desencontros e mal-entendidos em filmes, achava aquilo parvo e despropositado, já que na minha cabecinha despreocupada o assunto era muito simples: se eles gostam um do outro, ficam juntos ... se não, vai cada um para o seu lado ... fácil e sem dramas ...
Hoje em dia continuo a achar que os adultos complicam demasiado, mas já começo a entender que não é tudo tão "preto no branco" como eu inicialmente achava.
É como diz a canção "Às vezes, só o amor não é suficiente" e há diferenças entre o casal que se tornam obstáculos inultrapassáveis, por mais que se amem ...
Sempre defendi que somos todos iguais, mas às vezes, as diferenças de idades, de mentalidades, de nacionalidades e até de classes sociais dificultam uma equação que, à partida parecia ser tão óbvia: Amam-se = Final Feliz ...
Confesso que até eu, e perdoem-me a falta de modéstia, pensava que teria mais facilidade em encontrar alguém, mas os rapazes por quem me interesso ou são demasiado novos e não sabem o que querem e nem pensam em assentar; ou têm a minha idade e estão demasiado magoados para voltarem a acreditar no amor, e nem querem tentar; ou só se querem divertir e eu que me lixe ...
O mais irónico é que até conheço alguns homens decentes que simpatizam comigo, mas esses não me atraem (a tal química que só vem atrapalhar) ... fantástico, não é??
Começo a convencer-me que esta história de "o amor e uma cabana" não passa disso mesmo, uma história, e que na vida real há traições que não se conseguem perdoar, que nos marcam bem fundo e nos mudam de forma irreversível (e não há volta a dar), há grandes amores que demoram anos a passar (se é que passam) e paixões passageiras que nos transtornam mais do que deviam ... e pior que isso, mulheres e homens apaixonados pela vida e que estão sozinhos, com tanto amor para dar que até se lhes dói a alma ...
E o que me entristece é que, com o passar do tempo, a verdade é que se vai tornando mais difícil acreditar que da "próxima vez" é que vai dar certo ... é que dói demais voltar a confiar e entregar o coração e ter nova desilusão ...
Não é fácil, mas também ninguém disse que seria, e por isso, apesar de ter sabido das separações de (demasiados) amigos, prefiro pensar que agora eles ficaram libertos para uma nova oportunidade de encontrarem o amor verdadeiro ... o que não magoa, nem nos deixa a auto-estima a rasar o chão ...
E que dessa "próxima vez", o "Big Love" seja transparente e tão simples como eu imaginava que deveria ser nos meus tempos de menina e moça ...
bons tempos, em que o Amor falava sempre mais alto, vencia todos os obstáculos e em que o "Final Feliz" não era só para os contos de fadas, mas para mim e para todos :)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Amizade é do melhor que há :)

Tive um fim-de-semana fantástico ... a sério!
Saí da cidade com a melhor companhia possível, e passámos o sábado numa praia distante, com um sol maroto, que ora se escondia, ora se manifestava no seu máximo esplendor, deixando a minha pele com um tom ligeiramente dourado, mais a puxar para o vermelhote, o que não nos impediu de ter uma tarde verdadeiramente espectacular ... dormitei, relaxei, tagarelei (ora!) e, melhor do que tudo, senti-me mesmo bem ...
Uma sensação de um conforto ameno, sem quaisquer constrangimentos, e que se prolongou pela noite dentro com muita diversão e a boa "vibe" do fantástico TB ... e mais amigos, daqueles espectaculares, que até passam frio porque "aquela" amiga esquecida não trouxe o agasalho necessário ... enfim, nem as listas me salvam!
O domingo chegou depois, depressa demais, e o sol voltou a espreitar, demasiado preguiçoso para ficarmos até ao entardecer, mas acolhedor o suficiente para a amizade se fortalecer e as chatices habituais do trabalho ficarem completamente na gaveta :)
Chegada à noitinha, e igualmente bem acompanhada, fui ver um filme que me deixou extremamente bem humorada ... uma comédia romântica em que soltei umas gargalhadas, falei demasiado e insultei o personagem mais odiado com uma convicção exagerada ... sorry, eu sou mesmo assim, desbocada ...
E quando cheguei a casa, sozinha como tem sido habitual nestes últimos tempos, vinha com um agridoce na boca e a sensação de nunca ir encontrar o homem ideal, mas ainda assim, inspirada e feliz ...
Isso porque cheguei à brilhante conclusão, e óbvia, de que, depois de um fim-de-semana magnífico, posso ser uma "Cinderela sem Príncipe" (adorei a expressão!), mas nunca vou estar só enquanto tiver os meus amigos e família ...
Solteira ou comprometida, eles estão sempre ao meu lado e neste caso, posso afirmar sem qualquer sombra de dúvida, que estas lindas pessoas que estão no meu coração a tempo inteiro, são exactamente o que eu sempre idealizei :)
Posso estar a parecer demasiado dramática (sou um bocadinho, confesso) mas acho que às vezes, nesta minha busca incessante de encontrar o amor perdido, me esqueço que durante todo este percurso sempre tive quem me apoiasse ...
Irmãos, pais, amigos e demais entes queridos, conhecem-me e respeitam-me (o mesmo não posso dizer de alguns homens que tenho encontrado) e mostram-me, todos os dias, de forma desinteressada e altruísta, que eu tenho uma excelente vida ... sou amada!
Assim sendo, posso não ter conhecido ainda o "Big Love" e a esperança pode estar a ficar cansada, mas a Amizade é do melhor que há, e isso ninguém me tira! Venham mais fins-de-semana assim!!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Conselho sentimental dado por um homem (lol)

QUESTÃO

Caro Roberto,
Espero que possas ajudar.
Um dia de manhã, saí com o meu carro para trabalhar, e deixei o meu marido em casa a ver televisão, como sempre.
Não circulei mais de 1 km quando o motor parou e o carro se imobilizou.
Voltei para casa, para pedir ajuda ao meu marido.
Quando cheguei, nem queria acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a miúda tem 22.
Estamos casados há 10 anos, ele confessou que eles
já têm um caso há cerca de 6 meses.
Eu amo muito o meu marido e estou
desesperada.
Será que me podes aconselhar e ajudar??
Antecipadamente grata.
Patrícia


RESPOSTA

Cara Patrícia
Quando um carro pára, depois de haver percorrido uma pequena distância, isso pode ter ocorrido devido a uma série de factores.
Começa por verificar se tens gasolina no depósito.
Caso afirmativo, verifica se o filtro da gasolina não está entupido.
Verifica também se há algum problema com a injecção electrónica.
Se não se tratar de nenhum desses problemas, pode ser que a própria
bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade
ou pressão suficiente nos injectores.
Espero ter ajudado.
Roberto

domingo, 19 de abril de 2009

Farta de batoteiros!

Eu nem quero acreditar, mas cada vez mais confirmo a velha máxima dos homens detestarem confrontos com as mulheres, quando se trata de fazê-las entender que já não estão interessados ...
Infelizmente, vou tendo noção da grande (enoooooorme) quantidade de homens que preferem dar-nos o "tratamento do silêncio" e simplesmente deixam de responder aos nossos sms, aos "olás" no msn ou aos telefonemas, esperando assim acabar no esquecimento de forma airosa, evitando um "desculpa lá, já não gosto tanto de ti como ontem" ...
Eu ainda não percebi porque é que há tantos homens que optam por este "esquema", mas já me começo a cansar de tanta previsibilidade ... já sei de cor ... primeiro, é a fase do encantamento, ficam muito impressionados quando conhecem uma mulher que julgam interessante, e depois lá começa o "flirt" e a conversa do engate (normalmente regada com comentários de que "sou honesto e genuíno, e quero mesmo conhecer-te melhor, esta conversa toda não tem nenhumas segundas intenções, porque eu nem reparei nos teus atributos físicos, eu gosto mesmo é de te ouvir falar ...") pois, pois ...
Depois da conversa bonita, começam os cafés, almoços ou jantares (estes últimos, segundo o que já percebi, perderam a conotação de "encontros", porque hoje em dia convidar uma mulher para jantar nem sempre pressupõe um interesse romântico dele) ...
E depois de nós nos começarmos a deixar levar neste enredo e ficarmos entusiasmadas por acharmos que finalmente encontrámos alguém decente, um homem normal, ele muda da noite para o dia e praticamente deixa de nos falar ... e porquê, expectativas goradas?
Eu compreendo e aceito que qualquer homem tem o direito de mudar de opinião, perder o interesse, ou simplesmente achar que não vale a pena ir mais além ... eu compreendo, mesmo porque acho que a maior parte de nós, mulheres, sabe aceitar uma nega sem cenas de choro à filme ...
O que me custa MESMO a entender é esta incapacidade de certos homens em dar-nos essa nega na cara, não sei o que é acham que vai acontecer, mas acho tão covarde deixarem-nos na ignorância do que é que realmente se passou e que justifica o arrefecimento de comportamento ... vocês homens, não conseguem perceber que se nos contassem a verdade iam ter de lidar com raiva, frustração e tristeza (a isso não escapavam), mas ao menos mantinham o nosso respeito e quem sabe a amizade? Custa assim tanto a perceber, gajos? ... Mas vocês é que sabem ...
E não, não estou a ficar amarga com as desilusões que vou tendo, elas passam rápido e ajudam-me a crescer enquanto pessoa e a aceitar que nem toda a gente tem os mesmos princípios e o carácter que eu desejaria ...
Além do mais, a vida é demasiado curta para rancores, e lá diz a frase que temos de beijar muitos sapos até encontrarmos o príncipe encantado (traduzindo, um homem decente) ... por isso, lá vou eu continuar à procura de um homem que me surpreenda ... já estou farta de batoteiros!

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Validade do Sentimento ...

Estar apaixonada é o melhor do mundo, ficamos com a tez resplandecente, um sorriso ofuscante e o coração bate 10 vezes mais forte só de pensarmos no nosso amado ... parece que o sol entra na nossa vida de cada vez que o vemos e passamos os dias com a cabeça nas nuvens a recordar a voz, o toque e o cheiro dele ...
É lindo, pois ... mas e quando não somos correspondidos? Não falo daquelas paixonetas de três dias, falo daquela sensação de que "aquele é o tal ... é o meu John", de quando achamos que finalmente encontrámos a nossa cara-metade e todos aqueles filmes românticos lamechas começam a fazer sentido ...
Continuo a defender que a esperança é a última a morrer e que devemos lutar pela nossa felicidade, mas e quando ela não depende de nós? De que vale encontrar o "amor da nossa vida" se não o pudermos viver?
Valerá a pena insistir com alguém que resiste de forma permanente, e inventa mil desculpas para não corresponder ao nosso sentimento?
Isso porque, se amar nos deixa nos píncaros da Lua e com uma energia inesgotável, continuar a investir numa pessoa que um dia gosta de nós, e no outro tem dúvidas e está confusa, faz com que o nosso gostar se vá esvaziando aos poucos ... lentamente ... e os sentimentos outrora cintilantes desfiguram-se em emoções baças e cinzentas ...
Outro dia conversava com um apaixonado, e foi realmente inspirador ver a certeza nos olhos dele de que esperaria por ela até ao fim do mundo, a sinceridade do sentimento estampada no rosto (que se iluminava de cada vez que se referia a ela) ... deixou-me enternecida ... o que me partiu o coração foi ver a mágoa mal disfarçada por ela não devolver-lhe o batimento de coração acelerado ou o tremer das pernas depois de um beijo ... por não querer dar um passeio de mãos dadas e dizer parvoíces sem parar só para disfarçar o nervoso miudinho por estar na presença dele ... por não querer partilhar o segredo mais profundo, bem baixinho, e segredar "amo-te" ... senti alguma tristeza por ele ...
É complicado, quando decidir que já basta? Encontrar o amor e lutar por ele até às últimas consequências, entregarmo-nos sem pedir nada em troca, e não receber o mesmo, dói, fere e magoa até ao fundo da alma ... e deixa-me a pensar sobre até onde é que é possível continuar a apostar tudo e sem ganhar, e não perdermos uma parte de nós entretanto pelo caminho?
Eu que deposito toda a confiança nos afectos verdadeiros, não consigo dizer a alguém para desistir de um grande amor, porque me recuso a aceitar que não haja solução para os amantes desencontrados ... prefiro pensar que a pessoa amada e que não corresponde, ainda não percebeu a grandeza do sentimento de quem a ama, toda a generosidade e altruísmo que ele envolve, e se calhar só precisa de tempo para também ver o sol quando ele chega ...
E se as coisas acabam por não correr bem, calma ... paciência, já diz aquela frase que se "o final não é feliz, é porque ainda não é o final" ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quando é que a magia acaba?

Não entendo, confesso, não entendo certos homens ... sabem quando conhecemos alguém interessante, e os encontros e cafés sucedem-se, as conversas tornam-se mais íntimas, e nós, mulheres, começamos a pensar "isto está a correr bem, ora aqui está uma pessoa que eu gostava de conhecer melhor ..." e passado algum tempo em que tentámos não o assustar com perguntas parvas "vamos combinar as férias em conjunto? E já agora, os meus pais estão desejosos de te conhecer!" e levar as situações com calma e naturalidade, sem pressões, os sms (dele) começam a escassear, já não falamos todos os dias, e combinar um café parece uma tarefa hercúlea ... um frete. E nós levamos (mais) um balde de água fria, porque eles se limitam a ser simpáticos, pouco directos, e não nos despacham de uma vez por todas ...
E eu pergunto, quando é que a magia acaba? O que leva um homem a perder o interesse tão rapidamente por uma mulher, que à partida, é bonita, inteligente e interessante (tenho tantas amigas com estas características e que não encontram alguém que lhes dê valor) e, muitas vezes, já independente? Será por estarem tão desiludidos com o sexo oposto, que desconfiam da mulher que têm à frente? Não compreendo, acho mesmo hilariante precisar de provar a alguém que eu sou mesmo assim, genuína, por ele estar tão habituado a mulheres sem carácter, e ter medo de se enganar outra vez ...
É como diz uma amiga ... "se queremos uma amizade, acham que já estamos caídas, se queremos algo mais sério fogem a "sete pés" porque na verdade ... têm medo de que seja eterno ..."
Eterno ... ainda hoje ouvi que o casamento está interligado à ideia da eternidade, porque supostamente, quando o Amor entre um casal é verdadeiro, é para sempre ... mas sei que acreditar nisso depois de tantas desilusões, é complicado ... destrancar a chave do nosso coração, depois de tantos remendos, começa a ficar cada vez mais difícil, por isso percebo que, mais difícil do que amar, é acreditar que o sentimento vai durar para o resto da vida ...
Será por causa desta incerteza que, às vezes, a magia acaba tão rapidamente, ainda num estádio tão prematuro, inviabilizando a possibilidade de surgirem sentimentos mais profundos?
Hum ... ainda estou a aprender o significado de me dar por inteiro a outra pessoa (e pelo meio vou dizendo mal dos homens, hehehe) mas sei que tanto para as mulheres, como para os homens, não costuma ser fácil ... apaixonarmo-nos é acima de tudo, um acto de coragem ... e por mais que eu tenha medo de me voltar a magoar, o que me importa é poder dizer, nem que seja no fim da vida: AMEI!
Por isso, homens, vou tentar ser menos crítica, mas por favor comecem a abrir os olhos para as raparigas decentes que vos rodeiam, tenham esperança que desta vez vai ser diferente e um dia vão ter uma surpresa ... olhem bem fundo nos olhos de quem estão apaixonados e vão conseguir ler a sinceridade que lhe vai no coração ... e se não houver um vislumbre dessa tal magia, será para a próxima ... porque ainda que o Amor nem sempre resista, a esperança de o encontrar ... ao "Big L" ... essa, tem de ser eterna ;)