quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A "chatice" das expectativas ...

É uma pergunta que me coloco diversas vezes: quem cria mais expectativas no Amor, os homens ou as mulheres?
Creio que este é um problema de ambos os sexos (assim como tantos outros, conforme me vou apercebendo), entendemos o que o nosso coração quer ouvir e não aceitamos uma nega, mesmo que clara ... é a tal história dos "dicionários" diferentes ... a mulher diz uma coisa e o homem ouve outra, e vice-versa ...
Pela minha parte, tenho consciência de que as mulheres criam enoooormes expectativas quando conhecem alguém especial, encaramos meras coincidências como sinais divinos, de que "aquele" é o tal ... mas penso que também os homens ...
Não será um problema comum, não conseguirmos ver com clareza, quando nos apaixonamos? Tolda-se-nos a visão e o raciocínio? Sonhamos acordados num delírio que às vezes se torna mesmo obsessivo ... E quando achamos que já batemos com a cabeça na parede o suficiente, e desta vez, aprendemos com os nossos erros, damos por nós a agir como adolescentes inexperientes na arte do amor ...
Bem, se calhar é assim que tem de ser ... e se começarmos a agir de forma mais calculada no amor, acabamos a impor limites ao coração e a viver pela metade ... e talvez até a perder a oportunidade de viver uma paixão arrebatadora ... louca ... impensada ...
Pois, vendo bem as coisas, acho que prefiro continuar a arriscar, precipitar-me e a dizer mais do que devia ... a criar expectativas e a tentar encontrar quem me faça feliz ... magoar-me, desiludir-me e voltar a fazer exactamente o mesmo dias depois ... não é essa também a piada de nos voltarmos a apaixonar?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Dia do Amor :)

Os apaixonados vão andar ao rubro este sábado, Dia de São Valentim ... o Dia do Amor :)
Na minha adolescência, eu vibrava com esta data, já que a minha escola assinalava o Dia dos Namorados "à maneira", com músicas pedidas (nunca me vou esquecer do "Light My Fire", dos The Doors, surpresa do meu querido Marco) e um Correio do Amor, em que recebi dedicatórias mesmo queridas, ainda que também algumas cartas parvas, a gozar com o meu aparelho e óculos (coisas próprias dos "piquenos") ... hoje farto-me de rir quando me lembro disso, mas guardo tudo com grande carinho ... e saudade de um tempo bem mais inocente ...
Nessa altura, com os meus 15, 16 anos, vivia o 14 de Fevereiro nas nuvens, encantada da vida, sempre à espera que me calhasse uma carta ou postal e também enviava (mas sempre sob anonimato, com receio das negas) ... havia quem recebesse flores e peluches, não me lembro de alguma vez ter recebido, mas também não fazia questão ... as declarações de paixão que recebia naquele dia ... uma vez por ano ... enchiam-me a alma ... não precisava de mais nada, só daquelas palavras :)
Foram bons tempos ... a altura certa para estas coisas ...
Hoje, já adulta, vivo a data com outro espírito, e em conversa com uma amiga sobre a importância deste dia, ela disse que até nem se importava de receber um ramo de lindas rosas, mas o namorado recusa-se a render ao espírito consumista do Cupido e prefere surpreendê-la nos restantes meses do ano ...
Terá razão? Bem, tenho consciência que o 14 de Fevereiro foi completamente empolado e manipulado pelo comércio, mas confessem lá ... não gostam de ter uma desculpa para mimar ainda mais a cara-metade? Eu adoooooro e sei que um dia destes, hei-de ter quem me volte a dedicar uma música, e nesse dia, São Valentim ou não, vou escutá-la com o mesmo entusiasmo dos meus 16 anos, eu sei que sim :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O v$lor da virgindade ...

Era uma vez uma estudante norte-americana, de 22 anos, que decidiu leiloar a sua virgindade, alegando que estava apenas a fazer uma "experiência sociológica" para avaliar a reacção da oferta pública ...
Consta depois que a "menina" começou a repensar o assunto, quando viu as ofertas chegarem às dez mil, inclusive uma de um empresário australiano, de 39 anos, que lhe ofereceu nada mais nada menos do que quase 4 milhões de dólares (em euros, quase 3 milhões)!
E eu achei tanta piada ao facto desta rapariga ter esquecido tão rapidamente as suas convicções, que não resisto a fazer a minha pequena apreciação ao "valor da virgindade" (que neste caso, está alto, hehehe) ...
Como tudo na vida, a virgindade só é importante para quem a valoriza. Posso dizer que nunca fiz questão de honrar o branco do vestido de casamento (mas também não faço questão em casar, por isso ...) mas sei que este é um assunto delicado para muitos, julgo que por fazermos parte de uma sociedade eminentemente católica e que ainda não aceita que o sexo é um acto natural, e tão puro e mágico como a virgindade ...
Mas como faço sempre questão de ressalvar, são escolhas, ainda que acredite que 80% de quem se "guarda" (seja para o casamento ou por qualquer outra razão que achem válida), se arrepende nem que seja um bocadinho, e pensa depois "bolas, se eu soubesse que era assim, já tinha experimentado antes" ...
E acho mesmo inconcebível, nos dias que hoje correm, quem defende casar virgem e viver toda a mesma existência com um único parceiro ... acreditem quando digo que ninguém pode afirmar com 100% de certeza que encontrou o amor da sua vida ou que tem uma vida sexual fantástica, quando nunca teve uma alternativa ...
Posso estar a ser injusta, mas acredito que mais do que namorar muito, devemos namorar muitos (quem me conhece bem, sabe porquê) ...
E vou mais longe ao afirmar que em pleno século 21, leiloar a virgindade "para pagar os estudos" não devia ser notícia, mas motivo de chacota e descrédito, pelo aproveitamento financeiro de um momento que deve ser vivido com quem se gosta e não com quem licitou mais alto ...
Mas há valores e há valores, e cada um escolhe o $ da sua virgindade ...

Sexo ocasional, o novo Amor??

Li há dias um artigo que achei deveras pessimista e que defendia os "benefícios" do sexo ocasional e sem compromisso ... sem as angústias da manhã a seguir ou a ansiedade das duas semanas sem sms ...
Isto porque a autora do dito artigo acha que o amor dá mais trabalho que gozo ... muitas chatices, depois o sexo entra na rotina e diz ela, vemo-nos a ser exactamente iguais ao casal que toda a vida desejámos não ser: mudos, sem entusiasmo, sem chama ...
Esta amiga chega mesmo a questionar a duração do amor se a maior parte de nós não tivesse em mente "a procriação" (procriação??) ... defende ela que isto é o "amor sem floreados" ...
Bem, eu nunca ouvi pior definição deste sentimento que idolatro ... não sei se a autora do artigo é solteira ou casada, feliz ou infeliz, não faço a mínima ideia nem tão pouco me interessa, mas espero nunca chegar ao dia em que minimize o Amor deste forma.
Não sou moralista nem hipócrita ... não condeno o sexo casual, faz quem quer, mas porque lhe apetece, não como alternativa à "the real thing"! Este "novo Amor" dos tempos modernos não nos preenche da mesma forma que o original e verdadeiro ... dito por quem já experimentou pelas razões erradas, deixa-nos com uma sensação de vazio, uma mágoa no coração e um sentimento de inquietude sobre algo que nunca começou, e que ficará para sempre inacabado, incompleto ...
O fascínio momentâneo de uma noite de paixão é sedutor, e é efectivamente uma forma de evitar desgostos e decepções (acaba tudo no dia seguinte, sem dúvidas), mas acaba por ser uma forma de passar pela vida mais ao de leve ...
Ainda assim, são escolhas e são opiniões (ela deve divertir-se, ao menos, hehehe), mas eu nunca irei preferir o sexo fortuito a apaixonar-me, só porque dá mais trabalho ...
Não hesito em trocar uma noite de diversão por conhecer melhor alguém, apaixonar-me pelos seus pequenos defeitos e divertidas qualidades, andar de mão dada pela rua, chorar a ver um filme romântico ou telefonar a qualquer hora do dia só para contar aquele episódio tão giro que me aconteceu ... e que ele também vai achar piada :)
São opções e há quem prefira viver somente o "agora", sem amarras emocionais, sem compromissos, sem chatices, mas eu hei-de preferir sempre a via mais "difícil" (segundo a cronista), pois quero ser mais do que um número de telemóvel na agenda de alguém, quero ser a mulher a quem querem apresentar aos amigos e pais e mais tarde, quem sabe, a quem oferecem a escova de dentes e uma gaveta no quarto ... e depois, logo se vê :)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Confessar o Amor ...

Costumo defender que homens e mulheres são muito diferentes (de Marte e de Vénus, mais respectivamente), ainda que tenha amigos que jurem a pés juntos ter os mesmos problemas e dilemas que nós (ainda não sei se acredito ...), mas no que toca a confessar os nossos sentimentos à pessoa em quem estamos interessados, tenho de dar a mão à palmatória, pois penso que agimos de forma parecida ...
Temos todos as mesmas incertezas e medos, e aquele pavor de dar um "passo em falso" quando estamos a dar os primeiros passos e a conhecer a pessoa que não nos sai do pensamento ...
Em conversa com um amigo, constatei que também ele tem medo de dizer a palavra errada à mulher que ele considera certa e estragar uma relação de amizade que podia ser algo mais ...
Sei que o ser humano é complicado e complexo, mas ainda não percebi qual é a dificuldade de admitir, pura e simplesmente, que gostamos de alguém, e esperar um "não" ou um "sim", como resposta ... acho que temos tanto medo de arriscar, que às vezes contentamo-nos com uma amizade que podia ser tão mais bela ...
Estarei errada? Serei a única a não saber "mover-me" neste pretenso jogo do amor? Dizer abertamente que gosto de alguém não é politicamente correcto? Tenho de fazer joguinhos e fingir-me desinteressada durante dias a fio para conseguir conquistar o alvo da minha afeição?
Pois é, quando era mais nova achava que os adultos complicavam demasiado as coisas que a mim me pareciam tão simples, e agora, com os 29 anos à porta, continuo a pensar o mesmo ... complicar para quê? ... se gostamos de alguém, não é lógico querermos afirmar esse sentimento? É o tal jogo do "gato e do rato" de que já falei no blog ... e à medida que o tempo passa, percebo melhor o "como" e o "porquê" destas regras todas nos relacionamentos, mas recuso-me a aceitá-las ... vou continuar a agir de acordo com os mandamentos do meu coração e quem não gostar ... próximo! Não vou perder mais tempo com quem não gosta de mim como eu sou ... e mai nada :)

P.S.: E como eu adooooro finais felizes e a conversa que tive com o meu amigo já foi há algum tempo, ele entretanto confessou o seu amor à "mulher ideal", que receosa, o afastou ... mas ele seguiu o coração, insistiu com palavras meigas e de confiança, e hoje em dia namoram e estão bem felizes ... pois é, o "não" está sempre garantido, temos é de lutar pelo "sim"!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A lista da mercearia :)

Vamos lá a ser sinceras ... nós mulheres, desde que começamos a pensar em namoriscar, elaboramos mentalmente uma lista do que desejamos encontrar no sexo oposto (o homem ideal): aos 15, 16 anos, procuramos homens divertidos, olhos bonitos e sorriso encantador e se tiver um bom rabiosque, melhor ainda (marotas que nós somos, só queremos saber das qualidades físicas ...)
Já aos 30, 40 anos, a lista é outra, tornamo-nos mais exigentes e o sorriso Colgate não basta (mas ajuda), queremos homens com um emprego estável, que já tenham saído da casa dos papás (muito importante!) e que consigam manter uma conversa intelectualmente estimulante (e se souberem dar boas massagens, melhor ainda, hehehe) ... ou seja, continuamos a privilegiar o físico, mas também queremos o intelectual ;)
Em abono da verdade, penso que o mesmo acontece aos homens, quando chegam a uma determinada fase da vida em que preferem mulheres interessantes a miúdas giras, e finalmente, uma miúda linda e burra já não lhes parece tão atraente (também são exigentes, vocês!) ...
Acho que nessa fase da vida em que já sabemos exactamente o que queremos e o que não queremos, vivemos o inverso da nossa adolescência (em que bastavam uns olhos bonitos para ficarmos todas derretidas) ... agora, são esses olhos bonitos que têm de provar serem mesmo sinceros ... somos mais cautelosas e rimo-nos (e bem!) com os que ainda nos tentam seduzir com o conto do vigário ...
Mas é como em tudo na vida, vamos amadurecendo, aperfeiçoamo-nos enquanto pessoas, e lutamos por um emprego melhor, investimos numa casa maior e exigimos por isso um relacionamento com alguém que tenha as mesmas ambições ...
O problema é que esta "lista da mercearia" acaba por limitar a nossa oportunidade de conhecer homens que não cumpram esses requisitos... estamos mais selectivas, mais exigentes, e à mínima piada parva, dizemos "tchau aí" ...
Daí que entenda (ainda que seja difícil de aceitar) o porquê de amigas na casa dos 30, lindas, inteligentes e fabulosas, ainda estarem solteiras ... homens com os requisitos todos, andam cegos??
Brincadeiras à parte, é por estas e por outras que, apesar de eu acreditar com todo o fervor no Amor, sinta que encontrar uma alma-gémea é também uma questão de sorte ... eu sei que o "homem ideal" anda por aí, mas se calhar precisa de um mapa melhor para me encontrar ...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Idade do Amor ...

Quantas vezes já ouviram uma pessoa de meia-idade, viúva ou divorciada, dizer que "já estou velha demais para voltar a encontrar alguém" ... e eu ponho-me a pensar se o Amor tem idade ...
Segundo a minha ordem de ideias, há um tempo para tudo: quando somos adolescentes e começamos a namorar, achamos logo que encontrámos o grande amor da nossa vida e que vai durar para sempre (ingénuas...)
A verdade é que é muito raro durar, e quando nos voltamos a apaixonar na idade adulta, já temos um maior discernimento para relativizar os sentimentos e percebermos que não vale a pena usar o verbo "amar" com o 1º namorado (é muito cedo, acreditem) ...
É depois dessa fase e de amadurecermos a cabeça e o coração, que vivemos os relacionamentos de uma outra forma, mais profunda, ainda que igualmente apaixonada ;)
E depois aparece aquele homem que se torna o nosso companheiro de uma vida, e com quem partilhamos os momentos mais especiais, temos filhos, netos ... e que, quando desaparece, nos deixa a alma vazia e o coração em mil pedacinhos ... é depois dele, que achamos que já não vale a pena apaixonarmo-nos outra vez, nem conhecer mais ninguém ...
Ainda assim, acho que não há uma idade ideal para viver um grande amor, ele aparece às vezes quando menos esperamos ... e apesar de eu ainda ser uma "piquena" e caloira nas artes do Amor, gosto de acreditar que podemos amar mais do que uma pessoa na vida.
Ainda que haja sempre o "tal" homem que nos deixa marcas mais profundas, seria uma grande pena que só pudéssemos amar de alma e coração uma única vez em toda a nossa existência.
Prefiro pensar que amamos de forma diferente todos os homens que passam pela nossa vida, e que todos eles nos ensinam algo mais (bom ou mau) acerca desta arte :)
E portanto, quando oiço alguém dizer que é velho demais para voltar a amar, apetece-me perguntar-lhe "E qual é a idade do Amor?" ...