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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acreditar sempre no Final Feliz :)

Tem sido uma semana difícil ... estes últimos dias tenho recebido umas quantas más notícias de que casais amigos se separaram, e que me deixaram atónita, mas enfim ... deixou-me a pensar ...
Quando era adolescente, e nem sonhava em arranjar namorado, achava os adultos muito complicados, quando via desencontros e mal-entendidos em filmes, achava aquilo parvo e despropositado, já que na minha cabecinha despreocupada o assunto era muito simples: se eles gostam um do outro, ficam juntos ... se não, vai cada um para o seu lado ... fácil e sem dramas ...
Hoje em dia continuo a achar que os adultos complicam demasiado, mas já começo a entender que não é tudo tão "preto no branco" como eu inicialmente achava.
É como diz a canção "Às vezes, só o amor não é suficiente" e há diferenças entre o casal que se tornam obstáculos inultrapassáveis, por mais que se amem ...
Sempre defendi que somos todos iguais, mas às vezes, as diferenças de idades, de mentalidades, de nacionalidades e até de classes sociais dificultam uma equação que, à partida parecia ser tão óbvia: Amam-se = Final Feliz ...
Confesso que até eu, e perdoem-me a falta de modéstia, pensava que teria mais facilidade em encontrar alguém, mas os rapazes por quem me interesso ou são demasiado novos e não sabem o que querem e nem pensam em assentar; ou têm a minha idade e estão demasiado magoados para voltarem a acreditar no amor, e nem querem tentar; ou só se querem divertir e eu que me lixe ...
O mais irónico é que até conheço alguns homens decentes que simpatizam comigo, mas esses não me atraem (a tal química que só vem atrapalhar) ... fantástico, não é??
Começo a convencer-me que esta história de "o amor e uma cabana" não passa disso mesmo, uma história, e que na vida real há traições que não se conseguem perdoar, que nos marcam bem fundo e nos mudam de forma irreversível (e não há volta a dar), há grandes amores que demoram anos a passar (se é que passam) e paixões passageiras que nos transtornam mais do que deviam ... e pior que isso, mulheres e homens apaixonados pela vida e que estão sozinhos, com tanto amor para dar que até se lhes dói a alma ...
E o que me entristece é que, com o passar do tempo, a verdade é que se vai tornando mais difícil acreditar que da "próxima vez" é que vai dar certo ... é que dói demais voltar a confiar e entregar o coração e ter nova desilusão ...
Não é fácil, mas também ninguém disse que seria, e por isso, apesar de ter sabido das separações de (demasiados) amigos, prefiro pensar que agora eles ficaram libertos para uma nova oportunidade de encontrarem o amor verdadeiro ... o que não magoa, nem nos deixa a auto-estima a rasar o chão ...
E que dessa "próxima vez", o "Big Love" seja transparente e tão simples como eu imaginava que deveria ser nos meus tempos de menina e moça ...
bons tempos, em que o Amor falava sempre mais alto, vencia todos os obstáculos e em que o "Final Feliz" não era só para os contos de fadas, mas para mim e para todos :)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Amizade é do melhor que há :)

Tive um fim-de-semana fantástico ... a sério!
Saí da cidade com a melhor companhia possível, e passámos o sábado numa praia distante, com um sol maroto, que ora se escondia, ora se manifestava no seu máximo esplendor, deixando a minha pele com um tom ligeiramente dourado, mais a puxar para o vermelhote, o que não nos impediu de ter uma tarde verdadeiramente espectacular ... dormitei, relaxei, tagarelei (ora!) e, melhor do que tudo, senti-me mesmo bem ...
Uma sensação de um conforto ameno, sem quaisquer constrangimentos, e que se prolongou pela noite dentro com muita diversão e a boa "vibe" do fantástico TB ... e mais amigos, daqueles espectaculares, que até passam frio porque "aquela" amiga esquecida não trouxe o agasalho necessário ... enfim, nem as listas me salvam!
O domingo chegou depois, depressa demais, e o sol voltou a espreitar, demasiado preguiçoso para ficarmos até ao entardecer, mas acolhedor o suficiente para a amizade se fortalecer e as chatices habituais do trabalho ficarem completamente na gaveta :)
Chegada à noitinha, e igualmente bem acompanhada, fui ver um filme que me deixou extremamente bem humorada ... uma comédia romântica em que soltei umas gargalhadas, falei demasiado e insultei o personagem mais odiado com uma convicção exagerada ... sorry, eu sou mesmo assim, desbocada ...
E quando cheguei a casa, sozinha como tem sido habitual nestes últimos tempos, vinha com um agridoce na boca e a sensação de nunca ir encontrar o homem ideal, mas ainda assim, inspirada e feliz ...
Isso porque cheguei à brilhante conclusão, e óbvia, de que, depois de um fim-de-semana magnífico, posso ser uma "Cinderela sem Príncipe" (adorei a expressão!), mas nunca vou estar só enquanto tiver os meus amigos e família ...
Solteira ou comprometida, eles estão sempre ao meu lado e neste caso, posso afirmar sem qualquer sombra de dúvida, que estas lindas pessoas que estão no meu coração a tempo inteiro, são exactamente o que eu sempre idealizei :)
Posso estar a parecer demasiado dramática (sou um bocadinho, confesso) mas acho que às vezes, nesta minha busca incessante de encontrar o amor perdido, me esqueço que durante todo este percurso sempre tive quem me apoiasse ...
Irmãos, pais, amigos e demais entes queridos, conhecem-me e respeitam-me (o mesmo não posso dizer de alguns homens que tenho encontrado) e mostram-me, todos os dias, de forma desinteressada e altruísta, que eu tenho uma excelente vida ... sou amada!
Assim sendo, posso não ter conhecido ainda o "Big Love" e a esperança pode estar a ficar cansada, mas a Amizade é do melhor que há, e isso ninguém me tira! Venham mais fins-de-semana assim!!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Conselho sentimental dado por um homem (lol)

QUESTÃO

Caro Roberto,
Espero que possas ajudar.
Um dia de manhã, saí com o meu carro para trabalhar, e deixei o meu marido em casa a ver televisão, como sempre.
Não circulei mais de 1 km quando o motor parou e o carro se imobilizou.
Voltei para casa, para pedir ajuda ao meu marido.
Quando cheguei, nem queria acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a miúda tem 22.
Estamos casados há 10 anos, ele confessou que eles
já têm um caso há cerca de 6 meses.
Eu amo muito o meu marido e estou
desesperada.
Será que me podes aconselhar e ajudar??
Antecipadamente grata.
Patrícia


RESPOSTA

Cara Patrícia
Quando um carro pára, depois de haver percorrido uma pequena distância, isso pode ter ocorrido devido a uma série de factores.
Começa por verificar se tens gasolina no depósito.
Caso afirmativo, verifica se o filtro da gasolina não está entupido.
Verifica também se há algum problema com a injecção electrónica.
Se não se tratar de nenhum desses problemas, pode ser que a própria
bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade
ou pressão suficiente nos injectores.
Espero ter ajudado.
Roberto

domingo, 19 de abril de 2009

Farta de batoteiros!

Eu nem quero acreditar, mas cada vez mais confirmo a velha máxima dos homens detestarem confrontos com as mulheres, quando se trata de fazê-las entender que já não estão interessados ...
Infelizmente, vou tendo noção da grande (enoooooorme) quantidade de homens que preferem dar-nos o "tratamento do silêncio" e simplesmente deixam de responder aos nossos sms, aos "olás" no msn ou aos telefonemas, esperando assim acabar no esquecimento de forma airosa, evitando um "desculpa lá, já não gosto tanto de ti como ontem" ...
Eu ainda não percebi porque é que há tantos homens que optam por este "esquema", mas já me começo a cansar de tanta previsibilidade ... já sei de cor ... primeiro, é a fase do encantamento, ficam muito impressionados quando conhecem uma mulher que julgam interessante, e depois lá começa o "flirt" e a conversa do engate (normalmente regada com comentários de que "sou honesto e genuíno, e quero mesmo conhecer-te melhor, esta conversa toda não tem nenhumas segundas intenções, porque eu nem reparei nos teus atributos físicos, eu gosto mesmo é de te ouvir falar ...") pois, pois ...
Depois da conversa bonita, começam os cafés, almoços ou jantares (estes últimos, segundo o que já percebi, perderam a conotação de "encontros", porque hoje em dia convidar uma mulher para jantar nem sempre pressupõe um interesse romântico dele) ...
E depois de nós nos começarmos a deixar levar neste enredo e ficarmos entusiasmadas por acharmos que finalmente encontrámos alguém decente, um homem normal, ele muda da noite para o dia e praticamente deixa de nos falar ... e porquê, expectativas goradas?
Eu compreendo e aceito que qualquer homem tem o direito de mudar de opinião, perder o interesse, ou simplesmente achar que não vale a pena ir mais além ... eu compreendo, mesmo porque acho que a maior parte de nós, mulheres, sabe aceitar uma nega sem cenas de choro à filme ...
O que me custa MESMO a entender é esta incapacidade de certos homens em dar-nos essa nega na cara, não sei o que é acham que vai acontecer, mas acho tão covarde deixarem-nos na ignorância do que é que realmente se passou e que justifica o arrefecimento de comportamento ... vocês homens, não conseguem perceber que se nos contassem a verdade iam ter de lidar com raiva, frustração e tristeza (a isso não escapavam), mas ao menos mantinham o nosso respeito e quem sabe a amizade? Custa assim tanto a perceber, gajos? ... Mas vocês é que sabem ...
E não, não estou a ficar amarga com as desilusões que vou tendo, elas passam rápido e ajudam-me a crescer enquanto pessoa e a aceitar que nem toda a gente tem os mesmos princípios e o carácter que eu desejaria ...
Além do mais, a vida é demasiado curta para rancores, e lá diz a frase que temos de beijar muitos sapos até encontrarmos o príncipe encantado (traduzindo, um homem decente) ... por isso, lá vou eu continuar à procura de um homem que me surpreenda ... já estou farta de batoteiros!

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Validade do Sentimento ...

Estar apaixonada é o melhor do mundo, ficamos com a tez resplandecente, um sorriso ofuscante e o coração bate 10 vezes mais forte só de pensarmos no nosso amado ... parece que o sol entra na nossa vida de cada vez que o vemos e passamos os dias com a cabeça nas nuvens a recordar a voz, o toque e o cheiro dele ...
É lindo, pois ... mas e quando não somos correspondidos? Não falo daquelas paixonetas de três dias, falo daquela sensação de que "aquele é o tal ... é o meu John", de quando achamos que finalmente encontrámos a nossa cara-metade e todos aqueles filmes românticos lamechas começam a fazer sentido ...
Continuo a defender que a esperança é a última a morrer e que devemos lutar pela nossa felicidade, mas e quando ela não depende de nós? De que vale encontrar o "amor da nossa vida" se não o pudermos viver?
Valerá a pena insistir com alguém que resiste de forma permanente, e inventa mil desculpas para não corresponder ao nosso sentimento?
Isso porque, se amar nos deixa nos píncaros da Lua e com uma energia inesgotável, continuar a investir numa pessoa que um dia gosta de nós, e no outro tem dúvidas e está confusa, faz com que o nosso gostar se vá esvaziando aos poucos ... lentamente ... e os sentimentos outrora cintilantes desfiguram-se em emoções baças e cinzentas ...
Outro dia conversava com um apaixonado, e foi realmente inspirador ver a certeza nos olhos dele de que esperaria por ela até ao fim do mundo, a sinceridade do sentimento estampada no rosto (que se iluminava de cada vez que se referia a ela) ... deixou-me enternecida ... o que me partiu o coração foi ver a mágoa mal disfarçada por ela não devolver-lhe o batimento de coração acelerado ou o tremer das pernas depois de um beijo ... por não querer dar um passeio de mãos dadas e dizer parvoíces sem parar só para disfarçar o nervoso miudinho por estar na presença dele ... por não querer partilhar o segredo mais profundo, bem baixinho, e segredar "amo-te" ... senti alguma tristeza por ele ...
É complicado, quando decidir que já basta? Encontrar o amor e lutar por ele até às últimas consequências, entregarmo-nos sem pedir nada em troca, e não receber o mesmo, dói, fere e magoa até ao fundo da alma ... e deixa-me a pensar sobre até onde é que é possível continuar a apostar tudo e sem ganhar, e não perdermos uma parte de nós entretanto pelo caminho?
Eu que deposito toda a confiança nos afectos verdadeiros, não consigo dizer a alguém para desistir de um grande amor, porque me recuso a aceitar que não haja solução para os amantes desencontrados ... prefiro pensar que a pessoa amada e que não corresponde, ainda não percebeu a grandeza do sentimento de quem a ama, toda a generosidade e altruísmo que ele envolve, e se calhar só precisa de tempo para também ver o sol quando ele chega ...
E se as coisas acabam por não correr bem, calma ... paciência, já diz aquela frase que se "o final não é feliz, é porque ainda não é o final" ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quando é que a magia acaba?

Não entendo, confesso, não entendo certos homens ... sabem quando conhecemos alguém interessante, e os encontros e cafés sucedem-se, as conversas tornam-se mais íntimas, e nós, mulheres, começamos a pensar "isto está a correr bem, ora aqui está uma pessoa que eu gostava de conhecer melhor ..." e passado algum tempo em que tentámos não o assustar com perguntas parvas "vamos combinar as férias em conjunto? E já agora, os meus pais estão desejosos de te conhecer!" e levar as situações com calma e naturalidade, sem pressões, os sms (dele) começam a escassear, já não falamos todos os dias, e combinar um café parece uma tarefa hercúlea ... um frete. E nós levamos (mais) um balde de água fria, porque eles se limitam a ser simpáticos, pouco directos, e não nos despacham de uma vez por todas ...
E eu pergunto, quando é que a magia acaba? O que leva um homem a perder o interesse tão rapidamente por uma mulher, que à partida, é bonita, inteligente e interessante (tenho tantas amigas com estas características e que não encontram alguém que lhes dê valor) e, muitas vezes, já independente? Será por estarem tão desiludidos com o sexo oposto, que desconfiam da mulher que têm à frente? Não compreendo, acho mesmo hilariante precisar de provar a alguém que eu sou mesmo assim, genuína, por ele estar tão habituado a mulheres sem carácter, e ter medo de se enganar outra vez ...
É como diz uma amiga ... "se queremos uma amizade, acham que já estamos caídas, se queremos algo mais sério fogem a "sete pés" porque na verdade ... têm medo de que seja eterno ..."
Eterno ... ainda hoje ouvi que o casamento está interligado à ideia da eternidade, porque supostamente, quando o Amor entre um casal é verdadeiro, é para sempre ... mas sei que acreditar nisso depois de tantas desilusões, é complicado ... destrancar a chave do nosso coração, depois de tantos remendos, começa a ficar cada vez mais difícil, por isso percebo que, mais difícil do que amar, é acreditar que o sentimento vai durar para o resto da vida ...
Será por causa desta incerteza que, às vezes, a magia acaba tão rapidamente, ainda num estádio tão prematuro, inviabilizando a possibilidade de surgirem sentimentos mais profundos?
Hum ... ainda estou a aprender o significado de me dar por inteiro a outra pessoa (e pelo meio vou dizendo mal dos homens, hehehe) mas sei que tanto para as mulheres, como para os homens, não costuma ser fácil ... apaixonarmo-nos é acima de tudo, um acto de coragem ... e por mais que eu tenha medo de me voltar a magoar, o que me importa é poder dizer, nem que seja no fim da vida: AMEI!
Por isso, homens, vou tentar ser menos crítica, mas por favor comecem a abrir os olhos para as raparigas decentes que vos rodeiam, tenham esperança que desta vez vai ser diferente e um dia vão ter uma surpresa ... olhem bem fundo nos olhos de quem estão apaixonados e vão conseguir ler a sinceridade que lhe vai no coração ... e se não houver um vislumbre dessa tal magia, será para a próxima ... porque ainda que o Amor nem sempre resista, a esperança de o encontrar ... ao "Big L" ... essa, tem de ser eterna ;)

segunda-feira, 30 de março de 2009

O Sonho comanda o Amor ...

Este fim-de-semana vi uma nova série na televisão, "Valentine" (2008), muito parecida com o "Cupid", de 1998, mas sem a ironia e o humor terrivelmente deliciosos do actor que dava vida a Cupido, Jeremy Piven ...
A premissa de "Valentine" é a de que todos nós temos a nossa alma gémea, e que para a encontrarmos só temos de estar atentos aos sinais mandados por estas entidades divinas ... fácil, não é? ... Na televisão, parece ...
Podem achar este tipo de séries foleiras, mas achei extremamente encantadora a lógica de o Amor flutuar pelo ar como um pózinho mágico de mil cores, que necessita de Cupido ou de Afrodite para soprá-lo na nossa face e fazer-nos apaixonar pela pessoa ideal ...
Na vida real, tenho um amigo que me aconselha a conhecer melhor quem me rodeia e a não me deixar condicionar pelas primeiras impressões, pois ele acredita que sentimentos igualmente fortes podem nascer de uma forma mais calma, sem necessariamente ter de existir aquela "química" que eu tanto defendo ... e começando com uma amizade que vai evoluindo com o tempo ...
Apesar de tentar entender esta perspectiva, não consigo concordar com ele, porque quando me vem ao pensamento a paixão e todo o entusiasmo que ela envolve, lembro-me sempre de um episódio do "Cupid", em que ele e ela se beijam de forma enternecedora, num planetário, ao som da música "Every little thing she does is Magic", dos The Police ... mais romântico era impossível :)
E por isso, tenho de discordar do meu querido amigo, porque até posso acabar solteira, mas recuso-me a aceitar um sentimento morno, que comece depois de 50 cafés e 20 idas ao cinema, porque se calhar alguma solidão nos deixa a pensar que aquela pessoa até faz o nosso género ... quando no início, nem pensar!
Não, eu quero ser arrebatada, sentir-me nas nuvens ... quero a euforia e o encanto de estar com alguém com quem me sinta bem, mesmo sem conseguir explicar porquê ... um sentimento de felicidade, até quando ficamos 10 minutos a tentar fazer balões com a pastilha elástica, e não conseguimos ... porque é isso que eu acho que é o Amor, uma tolice que não queremos que acabe e que nem tentamos perceber, porque não importa ...
E é isso que estas séries mostram, que o Amor é o melhor do mundo e veio para ficar ... e por mais que me digam que estou a agir de forma adolescente e demasiado romântica, este é o MEU sonho, que comanda o Amor :)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Será o Romantismo que me salva a Esperança?

Depois de inúmeras tentativas na esperança de encontrar a pessoa ideal para mim, começo a sentir algum cansaço quando tenho outra desilusão ...
É cada vez mais frustrante conhecer alguém com quem sinto uma cumplicidade tranquila, e que me deixa segura o suficiente para avançar sem medos e começar a dar-me a conhecer, e depois, por uma razão ou por outra, não tenho oportunidade para continuar e ver no que ia dar ...
Vivi o momento, está certo, e disso nunca me arrependo, mas afeiçoo-me facilmente e ainda não consigo evitar sentir uma profunda tristeza pelo vazio com que fico quando tudo acaba ...
Pois é ... uma pequena confissão: às vezes sinto-me só ...
E, apesar de me afirmar uma mulher independente e que consigo fazer tudo sozinha, a verdade é que, de vez em quando, o coração fica apertadinho por saber que não tenho a ternura e o calor de uma paixão, passageira ou não ...

Uma grande amiga disse-me acreditar que é o meu extremo romantismo que ainda não me fez perder a esperança de encontrar o "Big L" ... não sei ... acho que só o tempo dirá se ela tem ou não razão, se a minha crença no mais belo sentimento do mundo se mantém inatingível, queda após queda ...
Eu espero que sim, porque no dia em que eu deixar de acreditar no Amor, será o dia em que me vou tornar numa pessoa triste, e vazia do brilho resplandecente e quase infantil com que gosto de encarar o mundo ...
Ainda que esteja a soar pessimista, sei que isto não me vai acontecer, porque apesar de hoje poder estar triste e cansada, ainda estou muito longe de desistir de lutar pela minha felicidade ... muito longe ...
Se calhar, afinal é a Esperança que me salva o Romantismo, e não o contrário :)

domingo, 15 de março de 2009

Será que é o mapa que está errado, ou eu?

Estava um dia destes a queixar-me da minha pouca sorte com o sexo oposto, quando um cavalheiro muito simpático me soprou ao ouvido que, às tantas, o problema era meu ...
A minha primeira reacção foi logo "que atrevimento! eu? logo eu, que sou tão boa rapariga?", mas depois comecei a matutar no assunto e decidi elaborar mentalmente uma lista das características dos homens por quem normalmente me sinto atraída, para ver se conseguia chegar a alguma conclusão ... ora aqui vai: personalidade forte, confiante, algo arrogante, inteligente, charmoso e quase sempre teimoso ... sempre muito frontal e honesto, e directo quando se trata de me dizer "adeus" (eu sei escolhê-los bem, hehehe).
E depois deste "penoso" exame de consciência, consigo perceber que os tipos muito simpáticos e "atinadinhos" não fazem o meu género, ainda que, curiosamente, sejam os que me tratam melhor :)
Acho que este meu dilema atinge muitas outras mulheres: o cérebro sabe bem que o coração é uma nódoa a escolher homens, mas a chatice é que a minha cabecinha não consegue racionalizar a química, para eu poder apaixonar-me por um homem que tenha paciência suficiente para aturar esta minha personalidade alegre, enérgica e desbocada ...
Estarei a sobrevalorizar a faísca do primeiro encontro?
Tenho plena consciência que é quase impossível gostar de alguém que não me desperte a atenção logo no primeiro olhar ou conversa ... e o pior é constatar que não consigo achar um homem simpático tão atraente como um que "tem a mania" (serei masoquista e ainda não descobri?)

Será que as qualidades que mais aprecio no sexo oposto implicam que ele também seja um parvo convencido? Para encontrar um homem que me faça feliz, tenho de alterar a minha "lista da mercearia"?
Solução? Não faço a mínima ideia, mas sei que os homens a que "acho piada" não me valorizam e, quando me envolvo com eles, nunca resulta ...
Pois é ... no fim de contas, devo ser mesmo eu quem anda a sabotar os relacionamentos, nem que seja por procurar homens que, pela lógica das minhas preferências, são demasiado egoístas para me fazer feliz, como eu sei que mereço ... não será este o significado da palavra "ironia"?
Muitas perguntas e poucas respostas ... e ainda não percebi se os opostos se atraem ou se, para amar alguém, ele tem de ser tão "baralhado" como eu ;)
Hum ... a única conclusão a que chego, com este questionário de escola, é que se calhar, a minha cara-metade anda por aí, não com o mapa errado, mas com uma "cara" diferente da que imaginei :)

domingo, 8 de março de 2009

Barcelona, a nova cidade do Amor?

Estive em Barcelona de férias e eu, que sou uma fã incondicional do Amor, fiquei encantada por conhecer melhor esta cidade, cheia de história e espaços verdes, mas também de bebés ...
Não sei se é de toda a beleza dos prédios e monumentos, se de as pessoas andarem imenso de bicicleta ou se de comerem pão com tomate, mas a verdade é que nunca vi tantos bebés por m2, o que me faz pensar que Barcelona poderá ser a nova cidade do Amor, em substituição da já tão "velha e batida" Paris (ui, blasfémia!!) ...
Podem achar parvoíce, mas achei enternecedor ver tantas famílias a passearem pelas ruas, quando em Portugal reinam os divórcios e é tão difícil encontrar alguém cujos pais ainda estejam casados ... deixa-me esperançada, que querem?
Mas Barcelona surpreendeu-me por outros motivos também, já que devo confessar que foi preciso vir a esta cidade de "nuestros hermanos" para ver um casal de homossexuais a namorar e de mão dada ... foi realmente inspirador constatar que, nesta cidade, o Amor é vivido de forma livre e despudorada, sem olhares preconceituosos ou críticos.
E achei mesmo deveras curioso o tema dos filmes mais badalados do momento lá: o amor a três (exemplo disso é o "Vicky Cristina Barcelona"), em que uma paixão a três salva a relação do casal protagonista ...
Enfim, é realmente enriquecedor viajar para expandir horizontes, conhecer novas pessoas, culturas e formas de viver, e constatar afinal que, podem mudar as comidas, as roupas e penteados e a língua, mas que o sentimento do Amor é igual em todo o lado ... independentemente da cor, sexo ou credo ... e que continua a ser LINDO!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A "chatice" das expectativas ...

É uma pergunta que me coloco diversas vezes: quem cria mais expectativas no Amor, os homens ou as mulheres?
Creio que este é um problema de ambos os sexos (assim como tantos outros, conforme me vou apercebendo), entendemos o que o nosso coração quer ouvir e não aceitamos uma nega, mesmo que clara ... é a tal história dos "dicionários" diferentes ... a mulher diz uma coisa e o homem ouve outra, e vice-versa ...
Pela minha parte, tenho consciência de que as mulheres criam enoooormes expectativas quando conhecem alguém especial, encaramos meras coincidências como sinais divinos, de que "aquele" é o tal ... mas penso que também os homens ...
Não será um problema comum, não conseguirmos ver com clareza, quando nos apaixonamos? Tolda-se-nos a visão e o raciocínio? Sonhamos acordados num delírio que às vezes se torna mesmo obsessivo ... E quando achamos que já batemos com a cabeça na parede o suficiente, e desta vez, aprendemos com os nossos erros, damos por nós a agir como adolescentes inexperientes na arte do amor ...
Bem, se calhar é assim que tem de ser ... e se começarmos a agir de forma mais calculada no amor, acabamos a impor limites ao coração e a viver pela metade ... e talvez até a perder a oportunidade de viver uma paixão arrebatadora ... louca ... impensada ...
Pois, vendo bem as coisas, acho que prefiro continuar a arriscar, precipitar-me e a dizer mais do que devia ... a criar expectativas e a tentar encontrar quem me faça feliz ... magoar-me, desiludir-me e voltar a fazer exactamente o mesmo dias depois ... não é essa também a piada de nos voltarmos a apaixonar?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Dia do Amor :)

Os apaixonados vão andar ao rubro este sábado, Dia de São Valentim ... o Dia do Amor :)
Na minha adolescência, eu vibrava com esta data, já que a minha escola assinalava o Dia dos Namorados "à maneira", com músicas pedidas (nunca me vou esquecer do "Light My Fire", dos The Doors, surpresa do meu querido Marco) e um Correio do Amor, em que recebi dedicatórias mesmo queridas, ainda que também algumas cartas parvas, a gozar com o meu aparelho e óculos (coisas próprias dos "piquenos") ... hoje farto-me de rir quando me lembro disso, mas guardo tudo com grande carinho ... e saudade de um tempo bem mais inocente ...
Nessa altura, com os meus 15, 16 anos, vivia o 14 de Fevereiro nas nuvens, encantada da vida, sempre à espera que me calhasse uma carta ou postal e também enviava (mas sempre sob anonimato, com receio das negas) ... havia quem recebesse flores e peluches, não me lembro de alguma vez ter recebido, mas também não fazia questão ... as declarações de paixão que recebia naquele dia ... uma vez por ano ... enchiam-me a alma ... não precisava de mais nada, só daquelas palavras :)
Foram bons tempos ... a altura certa para estas coisas ...
Hoje, já adulta, vivo a data com outro espírito, e em conversa com uma amiga sobre a importância deste dia, ela disse que até nem se importava de receber um ramo de lindas rosas, mas o namorado recusa-se a render ao espírito consumista do Cupido e prefere surpreendê-la nos restantes meses do ano ...
Terá razão? Bem, tenho consciência que o 14 de Fevereiro foi completamente empolado e manipulado pelo comércio, mas confessem lá ... não gostam de ter uma desculpa para mimar ainda mais a cara-metade? Eu adoooooro e sei que um dia destes, hei-de ter quem me volte a dedicar uma música, e nesse dia, São Valentim ou não, vou escutá-la com o mesmo entusiasmo dos meus 16 anos, eu sei que sim :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O v$lor da virgindade ...

Era uma vez uma estudante norte-americana, de 22 anos, que decidiu leiloar a sua virgindade, alegando que estava apenas a fazer uma "experiência sociológica" para avaliar a reacção da oferta pública ...
Consta depois que a "menina" começou a repensar o assunto, quando viu as ofertas chegarem às dez mil, inclusive uma de um empresário australiano, de 39 anos, que lhe ofereceu nada mais nada menos do que quase 4 milhões de dólares (em euros, quase 3 milhões)!
E eu achei tanta piada ao facto desta rapariga ter esquecido tão rapidamente as suas convicções, que não resisto a fazer a minha pequena apreciação ao "valor da virgindade" (que neste caso, está alto, hehehe) ...
Como tudo na vida, a virgindade só é importante para quem a valoriza. Posso dizer que nunca fiz questão de honrar o branco do vestido de casamento (mas também não faço questão em casar, por isso ...) mas sei que este é um assunto delicado para muitos, julgo que por fazermos parte de uma sociedade eminentemente católica e que ainda não aceita que o sexo é um acto natural, e tão puro e mágico como a virgindade ...
Mas como faço sempre questão de ressalvar, são escolhas, ainda que acredite que 80% de quem se "guarda" (seja para o casamento ou por qualquer outra razão que achem válida), se arrepende nem que seja um bocadinho, e pensa depois "bolas, se eu soubesse que era assim, já tinha experimentado antes" ...
E acho mesmo inconcebível, nos dias que hoje correm, quem defende casar virgem e viver toda a mesma existência com um único parceiro ... acreditem quando digo que ninguém pode afirmar com 100% de certeza que encontrou o amor da sua vida ou que tem uma vida sexual fantástica, quando nunca teve uma alternativa ...
Posso estar a ser injusta, mas acredito que mais do que namorar muito, devemos namorar muitos (quem me conhece bem, sabe porquê) ...
E vou mais longe ao afirmar que em pleno século 21, leiloar a virgindade "para pagar os estudos" não devia ser notícia, mas motivo de chacota e descrédito, pelo aproveitamento financeiro de um momento que deve ser vivido com quem se gosta e não com quem licitou mais alto ...
Mas há valores e há valores, e cada um escolhe o $ da sua virgindade ...

Sexo ocasional, o novo Amor??

Li há dias um artigo que achei deveras pessimista e que defendia os "benefícios" do sexo ocasional e sem compromisso ... sem as angústias da manhã a seguir ou a ansiedade das duas semanas sem sms ...
Isto porque a autora do dito artigo acha que o amor dá mais trabalho que gozo ... muitas chatices, depois o sexo entra na rotina e diz ela, vemo-nos a ser exactamente iguais ao casal que toda a vida desejámos não ser: mudos, sem entusiasmo, sem chama ...
Esta amiga chega mesmo a questionar a duração do amor se a maior parte de nós não tivesse em mente "a procriação" (procriação??) ... defende ela que isto é o "amor sem floreados" ...
Bem, eu nunca ouvi pior definição deste sentimento que idolatro ... não sei se a autora do artigo é solteira ou casada, feliz ou infeliz, não faço a mínima ideia nem tão pouco me interessa, mas espero nunca chegar ao dia em que minimize o Amor deste forma.
Não sou moralista nem hipócrita ... não condeno o sexo casual, faz quem quer, mas porque lhe apetece, não como alternativa à "the real thing"! Este "novo Amor" dos tempos modernos não nos preenche da mesma forma que o original e verdadeiro ... dito por quem já experimentou pelas razões erradas, deixa-nos com uma sensação de vazio, uma mágoa no coração e um sentimento de inquietude sobre algo que nunca começou, e que ficará para sempre inacabado, incompleto ...
O fascínio momentâneo de uma noite de paixão é sedutor, e é efectivamente uma forma de evitar desgostos e decepções (acaba tudo no dia seguinte, sem dúvidas), mas acaba por ser uma forma de passar pela vida mais ao de leve ...
Ainda assim, são escolhas e são opiniões (ela deve divertir-se, ao menos, hehehe), mas eu nunca irei preferir o sexo fortuito a apaixonar-me, só porque dá mais trabalho ...
Não hesito em trocar uma noite de diversão por conhecer melhor alguém, apaixonar-me pelos seus pequenos defeitos e divertidas qualidades, andar de mão dada pela rua, chorar a ver um filme romântico ou telefonar a qualquer hora do dia só para contar aquele episódio tão giro que me aconteceu ... e que ele também vai achar piada :)
São opções e há quem prefira viver somente o "agora", sem amarras emocionais, sem compromissos, sem chatices, mas eu hei-de preferir sempre a via mais "difícil" (segundo a cronista), pois quero ser mais do que um número de telemóvel na agenda de alguém, quero ser a mulher a quem querem apresentar aos amigos e pais e mais tarde, quem sabe, a quem oferecem a escova de dentes e uma gaveta no quarto ... e depois, logo se vê :)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Confessar o Amor ...

Costumo defender que homens e mulheres são muito diferentes (de Marte e de Vénus, mais respectivamente), ainda que tenha amigos que jurem a pés juntos ter os mesmos problemas e dilemas que nós (ainda não sei se acredito ...), mas no que toca a confessar os nossos sentimentos à pessoa em quem estamos interessados, tenho de dar a mão à palmatória, pois penso que agimos de forma parecida ...
Temos todos as mesmas incertezas e medos, e aquele pavor de dar um "passo em falso" quando estamos a dar os primeiros passos e a conhecer a pessoa que não nos sai do pensamento ...
Em conversa com um amigo, constatei que também ele tem medo de dizer a palavra errada à mulher que ele considera certa e estragar uma relação de amizade que podia ser algo mais ...
Sei que o ser humano é complicado e complexo, mas ainda não percebi qual é a dificuldade de admitir, pura e simplesmente, que gostamos de alguém, e esperar um "não" ou um "sim", como resposta ... acho que temos tanto medo de arriscar, que às vezes contentamo-nos com uma amizade que podia ser tão mais bela ...
Estarei errada? Serei a única a não saber "mover-me" neste pretenso jogo do amor? Dizer abertamente que gosto de alguém não é politicamente correcto? Tenho de fazer joguinhos e fingir-me desinteressada durante dias a fio para conseguir conquistar o alvo da minha afeição?
Pois é, quando era mais nova achava que os adultos complicavam demasiado as coisas que a mim me pareciam tão simples, e agora, com os 29 anos à porta, continuo a pensar o mesmo ... complicar para quê? ... se gostamos de alguém, não é lógico querermos afirmar esse sentimento? É o tal jogo do "gato e do rato" de que já falei no blog ... e à medida que o tempo passa, percebo melhor o "como" e o "porquê" destas regras todas nos relacionamentos, mas recuso-me a aceitá-las ... vou continuar a agir de acordo com os mandamentos do meu coração e quem não gostar ... próximo! Não vou perder mais tempo com quem não gosta de mim como eu sou ... e mai nada :)

P.S.: E como eu adooooro finais felizes e a conversa que tive com o meu amigo já foi há algum tempo, ele entretanto confessou o seu amor à "mulher ideal", que receosa, o afastou ... mas ele seguiu o coração, insistiu com palavras meigas e de confiança, e hoje em dia namoram e estão bem felizes ... pois é, o "não" está sempre garantido, temos é de lutar pelo "sim"!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A lista da mercearia :)

Vamos lá a ser sinceras ... nós mulheres, desde que começamos a pensar em namoriscar, elaboramos mentalmente uma lista do que desejamos encontrar no sexo oposto (o homem ideal): aos 15, 16 anos, procuramos homens divertidos, olhos bonitos e sorriso encantador e se tiver um bom rabiosque, melhor ainda (marotas que nós somos, só queremos saber das qualidades físicas ...)
Já aos 30, 40 anos, a lista é outra, tornamo-nos mais exigentes e o sorriso Colgate não basta (mas ajuda), queremos homens com um emprego estável, que já tenham saído da casa dos papás (muito importante!) e que consigam manter uma conversa intelectualmente estimulante (e se souberem dar boas massagens, melhor ainda, hehehe) ... ou seja, continuamos a privilegiar o físico, mas também queremos o intelectual ;)
Em abono da verdade, penso que o mesmo acontece aos homens, quando chegam a uma determinada fase da vida em que preferem mulheres interessantes a miúdas giras, e finalmente, uma miúda linda e burra já não lhes parece tão atraente (também são exigentes, vocês!) ...
Acho que nessa fase da vida em que já sabemos exactamente o que queremos e o que não queremos, vivemos o inverso da nossa adolescência (em que bastavam uns olhos bonitos para ficarmos todas derretidas) ... agora, são esses olhos bonitos que têm de provar serem mesmo sinceros ... somos mais cautelosas e rimo-nos (e bem!) com os que ainda nos tentam seduzir com o conto do vigário ...
Mas é como em tudo na vida, vamos amadurecendo, aperfeiçoamo-nos enquanto pessoas, e lutamos por um emprego melhor, investimos numa casa maior e exigimos por isso um relacionamento com alguém que tenha as mesmas ambições ...
O problema é que esta "lista da mercearia" acaba por limitar a nossa oportunidade de conhecer homens que não cumpram esses requisitos... estamos mais selectivas, mais exigentes, e à mínima piada parva, dizemos "tchau aí" ...
Daí que entenda (ainda que seja difícil de aceitar) o porquê de amigas na casa dos 30, lindas, inteligentes e fabulosas, ainda estarem solteiras ... homens com os requisitos todos, andam cegos??
Brincadeiras à parte, é por estas e por outras que, apesar de eu acreditar com todo o fervor no Amor, sinta que encontrar uma alma-gémea é também uma questão de sorte ... eu sei que o "homem ideal" anda por aí, mas se calhar precisa de um mapa melhor para me encontrar ...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Idade do Amor ...

Quantas vezes já ouviram uma pessoa de meia-idade, viúva ou divorciada, dizer que "já estou velha demais para voltar a encontrar alguém" ... e eu ponho-me a pensar se o Amor tem idade ...
Segundo a minha ordem de ideias, há um tempo para tudo: quando somos adolescentes e começamos a namorar, achamos logo que encontrámos o grande amor da nossa vida e que vai durar para sempre (ingénuas...)
A verdade é que é muito raro durar, e quando nos voltamos a apaixonar na idade adulta, já temos um maior discernimento para relativizar os sentimentos e percebermos que não vale a pena usar o verbo "amar" com o 1º namorado (é muito cedo, acreditem) ...
É depois dessa fase e de amadurecermos a cabeça e o coração, que vivemos os relacionamentos de uma outra forma, mais profunda, ainda que igualmente apaixonada ;)
E depois aparece aquele homem que se torna o nosso companheiro de uma vida, e com quem partilhamos os momentos mais especiais, temos filhos, netos ... e que, quando desaparece, nos deixa a alma vazia e o coração em mil pedacinhos ... é depois dele, que achamos que já não vale a pena apaixonarmo-nos outra vez, nem conhecer mais ninguém ...
Ainda assim, acho que não há uma idade ideal para viver um grande amor, ele aparece às vezes quando menos esperamos ... e apesar de eu ainda ser uma "piquena" e caloira nas artes do Amor, gosto de acreditar que podemos amar mais do que uma pessoa na vida.
Ainda que haja sempre o "tal" homem que nos deixa marcas mais profundas, seria uma grande pena que só pudéssemos amar de alma e coração uma única vez em toda a nossa existência.
Prefiro pensar que amamos de forma diferente todos os homens que passam pela nossa vida, e que todos eles nos ensinam algo mais (bom ou mau) acerca desta arte :)
E portanto, quando oiço alguém dizer que é velho demais para voltar a amar, apetece-me perguntar-lhe "E qual é a idade do Amor?" ...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Histórias de uma cozinheira e do seu pónei amarelo ...

Vi há dias o filme "Revolutionary Road", que tinha uma premissa que sempre me intrigou ... se é verdade que a realidade do nosso quotidiano (casamento, filhos e trabalho) nos impede de concretizar os nossos sonhos de meninice ...
Quando eu andava na escola dizia que, "quando fosse crescida", queria ser cozinheira e ir para o trabalho montada no meu pónei amarelo (a minha cor favorita na altura), e apesar de hoje em dia só esse pensamento me dar vontade de rir, com os meus 4, 5 anos eu afirmava-o com a certeza de quem já sabe o que quer fazer o resto da vida :)
Ok, o meu sonho de infância não é o melhor exemplo de um projecto de vida, porque a bem da verdade, nunca tive um pónei e cozinhar não me deixa em êxtase, mas o que quero mostrar com este exemplo é a facilidade com que abrimos mão das nossas antigas aspirações, por acharmos que eram tontas e irrealistas ... sei que nem todos podemos ser astronautas, pilotos de Fórmula 1 ou modelos de alta costura (ou cozinheiras com póneis), mas podemos ao menos tentar e lutar pelo que outrora nos parecia tão essencial para a nossa felicidade ...
Porque a alternativa é acomodarmo-nos a uma vida mais tranquila e previsível, mas em que sentimos aquela pequena inquietação, a de sabermos bem lá no fundo que não tivemos a coragem suficiente para arriscar e cometer uma loucura, quem sabe, e viver a vida que sempre imaginámos ...
No filme, os sonhos iniciais de uma vida diferente que acabou por nunca chegar, levou a que o casal de protagonistas entrasse em ruptura ... ela recusava-se a levar uma existência sem desafios e ele achava que a conseguia fazer feliz, mesmo assim ... a história não terminou com um final feliz, embora eu tivesse essa esperança ... pensei até aos últimos minutos da película de que o amor ia ser mais forte e fazer a diferença, impulsionando o concretizar da visão de felicidade que ambos partilhavam ...
Mas já diz a canção, que nem sempre o amor é suficiente ... o que vale é que eu continuo a achar que esta é a excepção à regra, e enquanto for assim, tudo bem :)

domingo, 25 de janeiro de 2009

A Cegueira do Amor ...

No outro dia colocaram-me uma boa questão ... com o que é que sonha um cego que nunca viu?
E vai daí, fiquei a pensar nos vários tipos de cegueira, não só a visual, mas a do coração ...
Lembram-se dos óculos com lentes da cor do arco-íris, que colocamos quando nos apaixonamos? Pois, eles fazem-nos ver tudo muito mais colorido, mas também nos toldam a visão ... aquelas cores todas ofuscam-nos e é por isso que, quando a nossa cara-metade nos começa a negligenciar, as lentes não nos deixam ver claramente ... não deixam ver o desinteresse, o egoísmo, a falta de tacto e do brilho nos olhos que antes era tão frequente ...

E por essa verdade ser tão dolorosa, percebermos que estamos com alguém que não nos ama da mesma forma, lá deixamos que a Cegueira do Amor se instale e se acomode ...
A verdade é que, bem lá no íntimo, sabemos quando a relação já teve melhores dias ... mas estes óculos "maravilha" teimam em mostrar-nos um mundo diferente, uma ilusão de que as coisas parecem bem melhores do que efectivamente são ... e assim, continuamos a insistir numa relação com o prazo de validade expirado.
É uma questão também de orgulho, não queremos admitir que o relacionamento não está a resultar, é difícil aceitar que também falhámos, principalmente depois de tudo o que investimos e lutámos ...
E assim, dia após dia, aturamos atitudes e situações que nos rebaixam, ferem até ao fundo da alma e nos deixam a auto-estima ao nível do chão ... mas aguentamos e cara alegre, apertamos os óculos "maravilha" com mais força na cara, e aquietamos o nosso coração com mais uma desculpa esfarrapada, é mais fácil assim ...
Acontece é que os óculos até podem ser fabulosos na visão deturpada que nos dão da realidade, mas não enganam o coração, que vai ficando pequenino e se vai esvaziando do sentimento ... e um dia acordamos, e não nos apetece voltar a olhar o arco-íris pelos óculos "maravilha" ... e preferimos encarar a verdade, por mais penosa que seja ...
É aí, meus amigos, que começa uma nova vida ... recomeçar exige um lavar de alma, uma reavaliação das nossas prioridades e muita coragem para dar uma nova chance ao Amor (ainda que com alguns remendos no coração), mas acredito que vale a pena ... vale sempre a pena, só temos de voltar a acreditar :)

P.S.: Deixei para o fim a resposta à pergunta sobre a possibilidade dos cegos de nascença conseguirem sonhar ... ficaram curiosos, certo? Pois bem, um estudo publicado por cientistas portugueses proporcionou o primeiro indício de que pessoas sem experiência visual podem sonhar com imagens, pois são activadas partes do córtex cerebral que controlam essas representações. O mais fantástico é que, se essas conclusões estiverem correctas, essas imagens surgiriam em consequência de estímulos tácteis e auditivos. E esta, hein?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Aceitam o meu desafio?

Amigos e colegas ... visitantes deste blog:

Criei o blog nem há duas semanas e sinto-me muito feliz por saber que já vou tendo algum "feed-back", e que há quem tenha interesse em ler os meus desabafos sobre este tema tão universal (também, depois de toda a publicidade que fiz no meu hi5, não é para menos, hehehe) ... agradeço a todos os carinho e a amizade e principalmente à minha melhor amiga, a primeira a encorajar-me a reunir os meus pensamentos num blog ... tu sabes que és tu, Lara (saudades!!), sem esquecer a mais romântica das minha amigas, a Patrícia, e a menina que mais paciência tem para me aturar, a Paulinha ...
Pois, pois ... parece o discurso de quem recebeu um Óscar, mas sei que muitos de vós, que escrevem neste blog, têm vidas ocupadas e por isso valorizo muito os minutos que nele dispendem ...
E como eu tenho muuuuuuuita lata, deixo a partir de hoje um desafio ... darem-me a vossa opinião sobre questões que vou lançando ... e sem mais demoras, a primeira pergunta é sobre o meu último texto ...
"O que pensam das relações "fast-food", uma moda passageira ou uma forma de pensar que se vai generalizar?" Aguardo os vossos comentários ... Beijo para todos!!