Protected by Copyscape Online Copyright Checker

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

I will survive :)

A minha condição de solteira há já alguns anos leva-me a reflectir sobre quanto mais tempo estarei sozinha e qual o impacto dessa situação na minha vida ...
Quando a maior parte dos meus amigos já está casada e com filhos, começo a sentir que nunca mais chega a minha vez e até que ponto é que isso me incomoda ...
Isso, porque da mesma forma que sempre defendi ser feliz, quero reafirmar que consigo continuar a sê-lo, mesmo sem um relacionamento duradoiro ... mas será isso possível?
Questiono-me até que ponto é que o Amor é importante na nossa existência ... poderá alguém afirmar ser realmente feliz, se nunca tiver amado de corpo e alma? E não me refiro a paixonetas, estou a falar daquele amor que nos marca irremediavelmente, e que fica tatuado no coração, mesmo que a história não tenha o tão desejado "happy end" ...
Sei a importância que a maior parte de nós dá a este sentimento sublime, mas a frase de Moliére "viver sem amar não é realmente viver", deixou-me a pensar em quão injusto isso é ... não há hipótese de plenitude para os que falham na vida a dois, por escolha ou destino?
Conheço tanta gente com um rol de qualidades invejáveis ... pessoas extraordinárias e com uma vida preenchida, mas a quem falta "aquela" pessoa especial, e que por isso, carregam uma mágoazinha no olhar, só perceptível quando olhamos bem de perto e com muita atenção ...
Todos temos aspirações: um bom emprego, a nossa própria casa, um carro todo vistoso ou uma viagem naquele cruzeiro de luxo ... e a cereja no topo do bolo? Alguém para partilhar tudo isso ...
Sei bem que para alguns, até é aceitável uma relação mediana, por ser preferível à solidão (que parece perseguir-nos à medida que vamos envelhecendo), mas será que todas as pequenas e grandes vitórias que vamos alcançando na vida têm um sabor menos doce quando estamos sozinhos?
Numa sociedade de relações "fast-food", em que é tão difícil voltar a confiar pelas repetidas mágoas, encontro cada vez mais pessoas de coração fechado ... ultimamente, então, só conheço homens "mascarados" de adolescentes irreflectidos e amendrontados, com desculpas tão batidas que já vou conhecendo de cor ...
E assusta-me pensar que, lentamente, estou a perder a ingenuidade que me faz olhar o mundo com tantas cores como as do arco-íris ...
Por outro lado, quero acreditar que as experiências menos positivas que vou tendo, acabam por me tornar mais forte e esperta ... e que, mesmo solteira, consigo aproveitar tudo o que a vida me oferece e partilhá-lo com quem tanto me dá, uma família maravilhosa e amigos a 200% :)
Os laços familiares e de amizade que acarinho, como se de um tesouro se tratassem, enriquecem-me enquanto pessoa e enchem-me de uma alegria extremamente luzidia e positiva ... é por causa deles que acordo diariamente com um sorriso nos lábios :)
Sei que, enquanto os tiver, nunca me vou sentir verdadeiramente só, mesmo depois do 8º ou 11º desgosto amoroso (é verdade, eles andam cegos, hehehe) ...
Não vou negar que gostaria de estar apaixonada por alguém decente e ser correspondida, mas a minha vida é muito mais do que estar à espera do "príncipe encantado" ... caramba, sou melhor do que isso!
Por isso, até que ele chegue (e mesmo que tal não aconteça, "i will survive"), vou continuar a fazer o que tenho feito até hoje ... a dar o melhor de mim a quem merece, e a acreditar na pureza e bondade humanas, por mais que me desiludam ... os batoteiros e desencantados do Amor não me vão vencer!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que eu aprendi com o Greg: A Indiferença ...

O que eu tenho aprendido estes dias sobre o sexo oposto! Mas não me deixa nada satisfeita, acreditem ... sei que há excepções (é o que vale!), mas se a maioria dos homens é assim ... acho que prefiro continuar sozinha ...
Voltando ao livro, o Greg afiança que um homem que esteja minimamente interessado numa mulher, quer vê-la, estar com ela, conhecê-la e dar-lhe muitos mimos e carinhos ... tão simples como isso. Mas para mim, que já tive a minha quota parte de desilusões, às vezes é fácil esquecer-me do que é suposto acontecer quando nos apaixonamos, o que no mínimo, é deveras desmoralizador ...
No jogo das relações, quando nos interessamos por alguém, tentamos levar as coisas com calma ... não avançar muito depressa e não assustá-los com comentários do género, "achas que Carlota é um bom nome para um filho nosso?" ou estarmos a jantar e dizer "este foi o restaurante onde o meu pai pediu a minha mãe em casamento, não achas lindo??" ... não, nós não queremos cometer erros destes nem sermos a rapariga desvairada e descontrolada que quer saber exactamente o que está a acontecer no início do relacionamento ... queremos que olhem para nós como sendo a miúda "cool", a que sabe deixar levar e que não pressiona ...
O problema é que este tipo de raparigas "fixes" ainda acaba magoada, e posso afirmá-lo sem sombra de dúvidas, porque faço por ter este comportamento e ainda assim levo com "baldes de água fria" ... às vezes nem direito tenho a um "está tudo acabado", fico a saber que não nos vamos voltar a ver depois de uma temporada prolongada de silêncio, e de nem sequer atender o telemóvel nem responder aos sms. Fantástico, não é?
É duro aceitar que, regra geral, os homens demonstram a todo o momento o que sentem por nós, e que por qualquer motivo, o sexo feminino continua a ignorar todos estes pequenos (e grandes) sinais ... ah, o poder da auto-negação!
A verdade é que queremos mostrar-nos despreocupadas, com poucas expectativas, mas ainda esperamos que ele ligue, imaginamos quando é que o vamos voltar a ver, e se ele vai ficar emocionado no nosso reencontro ... fantasiamos mil e um cenários e em todos, ele consegue perceber imediatamente o nosso íntimo e valorizar a mulher fantástica que tem à sua frente (por isso é que se chamam fantasias ...)
No fim de contas, sinto-me desanimada pela minha pouca sorte e repetidas mágoas ... às vezes só me apetecia estar vazia de emoções e voltar a sentir algo quando tivesse a certeza absoluta que ele gostava mesmo de mim.
Apesar de tudo, quero continuar a acreditar que nem todos os homens são iguais, que vale a pena atirar-me de cabeça e pensar "desta vez vai ser diferente, desta vez é que é" ... porque eu quero envolver-me e não fingir que sou indiferente ao desprendimento e à "coolness" dele.
Porque já estou exausta de encontrar homens que só conseguem justificar o pouco que me dão com desculpas como
"fui muito magoado ... não estou preparado ainda, tenho medo ... estou doente, estou cansado" ... mereço encontrar quem me queira agradar e ver feliz, e que se preocupe com o meu bem-estar .
Mas é vivendo que se aprende, errando, caindo e voltando a levantar-me mais forte e ajuizada ... sendo mais cautelosa no que dou de mim à outra pessoa, resguardar-me mais e não confiar tanto nas palavras doces e precipitadas de quem mal me conhece ...
E muito mais importante que tudo ... deixar de me esforçar para ser valorizada quando ele não está assim tão interessado :)
Por isso, chega de lamentos, e "next!", que venha o próximo ;)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O que eu aprendi com o Greg: O Telefonema!

Estava algo céptica quando comecei a ler o livro que mencionei no texto anterior, não acreditava que este Greg pudesse saber mais do que os sábios conselhos dos meus amigos, mas não sei porquê, sinto que estou a descortinar a forma de pensar masculina a cada capítulo que passa, e de uma forma surpreendentemente clara (ainda que assustadora!)
Isso porque o autor fala de diversas situações sem "paninhos quentes", generalizando claro, mas fazendo-me ver que tenho agido de forma errada nas minhas relações, exigindo muito pouco e contentando-me com ainda menos ...
Cheguei à conclusão de que se sou tratada com menos respeito, é porque o permito, ainda que isso não desresponsabilize quem me magoa ...
Cada vez mais começo a acreditar numa frase do livro, que por mais dura que seja, tem a sua lógica ... a de que devemos olhar para nós próprias como a "regra", não a "excepção" ... porque desculpamos demasiado quando pensamos que somos encaradas como "especiais" (e que o descuido foi pontual), em vez de "só mais uma" ... todas queríamos que ele conseguisse ver a mulher espectacular que sabemos ser, mas se ele é um imbecil e não nos dá essa oportunidade, temos de encarar a realidade ... ele não está assim tão interessado em nós ...
De qualquer forma, comecei (finalmente!) a desvendar uma das desculpas masculinas mais utilizadas, a de que "não te telefonei porque estava muito ocupado" ... quantas de nós, mulheres, já não ouvimos esta frase?
Segundo o Greg, eles dizem que nem tiveram um momento no "insano e ocupado" dia para pegarem no telefone ... foi assim tão louco o dia!
Tretas!! E posso afirmá-lo porque sei bem o que é ter um trabalho tão stressante e movimentado que às vezes nem tempo tenho para comer qualquer coisa ... e muitas vezes faço horas extraordinárias e tenho horários malucos, trabalhando fins-de-semana, feriados, 1º do ano ...
Apesar disso, também sei que, mesmo nesses "wild days", arranjo sempre forma de falar com aquela pessoa que considero importante e especial na minha vida, seja como for.
Um telefonema rápido (nem que seja para mandar um beijo) nem demora 5 minutos, e se eu consigo, porque é que ele não?? O dia dele tem menos de 24 horas, ou pior, o tempo dele é mais importante que o meu? Não me parece ...
E se eu não valho a energia de alguém esticar o braço para fazer um telefonema, então essa pessoa também não merece o meu tempo. E mai nada!
Aprendi também outra lição muito valiosa ... por mais doces e gentis que sejam as palavras do sexo oposto quando nos tenta seduzir, as acções devem falar mais alto que os elogios momentâneos, e se ele não nos liga, é porque ... já sabem a resposta, certo?
Parece simples, não é? Mas custa a interiorizar, porque nós queremos sempre acreditar que o homem que acabámos de conhecer é carinhoso e correcto ... e está interessado!
E quando vemos o primeiro sinal de um potencial comportamento duvidoso, agarramo-nos à esperança de estarmos enganadas e a fazer um mau julgamento ... e queremos ter a certeza de não estarmos a exagerar com melodramas, punindo-o injustamente pelos erros de outras desilusões ...
Na minha modesta opinião, sempre defendi que devemos ver o relacionamento como uma balança e pesar os bons e os maus momentos, fazer as contas, e recuar quanto o "homem dos nossos sonhos" nos começa a parecer um pesadelo ...
Sair com alguém e tentar conhecê-lo melhor, implica sentimentos agradáveis e positivos, não preocupações acrescidas, certo?
No fim de contas, se ele não me telefona, é porque não estou no pensamento dele, como ele está no meu, e eu não quero isso ...
E mais importante que tudo, lembra o Greg, se o rapazinho já começa a falhar em algo tão básico e mínimo como fazer um telefonema, como será em situações mais importantes?
Anotar na minha agenda: eu mereço um telefonema!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O que eu aprendi com o Greg: A Caça!

Confesso ... tenho andado desanimada e um pouco zangada até com o sexo oposto ... as repetidas desilusões e poucas alegrias deixam-me sem paciência para inspirar novo fôlego de esperança e escrever mais um texto que começa com grandes melodramas mas acaba com uma mensagem super positiva ...
Vai daí, e já em desespero de causa (face às inúmeras reclamações do meu silêncio prolongado, hehehe), recorri a ajuda, algo que sempre achei meio pateta, mas que se tem revelado ser confiável ... posso chamar-lhe um manual de instruções sobre os homens, e que tenho achado bastante elucidativo sobre o perfil e comportamentos masculinos (ainda que isso nem sempre seja muito bom) ...
Chama-se "He´s Just Not That Into You" e tem-me feito perceber que tenho de parar de aceitar o pouco que recebo dos inúmeros imbecis que conheço, deixar de os desculpar, e começar a ser mais exigente (peço desculpa pela honestidade, mas mereço melhor!)
E por isso, decidi partilhar convosco o que aprendi com o autor deste livro (Greg Behrendt, com a ajudinha de Liz Tuccillo), uma obra que está escrita de uma forma tão divertida e criativa, que até já foi adaptada para filme, passo a publicidade ;)
Aqui vai ... verdade número 1: a maior parte dos homens gosta de perseguir as mulheres (o eterno jogo do gato e do rato), saboreando ainda mais o facto de não terem a certeza de nos conseguir agarrar ... e quando isso finalmente acontece, sentem-se super viris, especialmente quando a "caçada" é longa ...
Segundo o autor, os homens sabem que houve uma revolução sexual e têm noção de que as mulheres são capazes de mil e uma coisas ... como governar, chefiar grandes empresas e criar crianças amorosas, às vezes, tudo ao mesmo tempo ... isso, no entanto, diz o Greg, não torna os homens diferentes na lógica de gostarem de ser eles a tomar a iniciativa ...
Muito esclarecedor para mim, na medida em que nunca pensei que esta fosse uma opinião tão generalizada, e um autêntico soco no estômago ...
Perceber que a maior parte dos homens ainda se porta de forma tão retrógrada (para ser simpática) no que toca a este tema faz-me extrema confusão, já que enquanto mulher independente e que tem coragem suficiente para dar o 1º passo, isto é um balde de água fria ... considero-me uma mulher ambiciosa e luto por aquilo que quero na vida, e agora ouvir que, no que toca a conhecer alguém, tenho de refrear-me e esperar por um sinal dele ... muito frustrante!
Mas sabem o que me incomoda mesmo?? É constatar que sempre que tomei a iniciativa, acabei por nunca ter sucesso em iniciar um relacionamento (ou cancelavam o café em cima da hora, ou prometiam-me um 2º encontro que nunca chegou a acontecer ...)
E agora? Terei de dar a mão à palmatória e ficar à espera que sejam eles a querer conhecer-me ... como antigamente, em que os rapazes iam pedir permissão ao pai da moçoila para a poderem começar a cortejar? Ou tenho de dar uma foto minha à família para me escolherem marido??
Insultuoso para nós? Completamente! Mas parece que ainda é verdade ...
Ai ai ... se calhar é como diz o Greg, é uma tradição que ainda subsiste e que por algum motivo, está completamente enraizada na mente masculina: se a mulher se fizer ao piso, não vale a pena.
Bem, enquanto as mentalidades não mudarem ... vou soltar os longos cabelos pela janela da varanda, e esperar, qual Rapunzel, que um príncipe encontre o meu castelo ;)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Declaração de Amor ...

Li esta conversa num blog e não resisto a publicar ...

"Ele: Se tivesse de escolher entre amar-te e respirar, usaria o meu último suspiro para sussurrar ... amo-te!
Ela: Escolhe respirar e faz de mim o teu ar!"
Ele: Tu és o meu Ar! A minha Água! O meu Fogo! E a minha Terra ... mais ... tu és o meu 5º elemento ;)"

São declarações de amor como estas que me renovam a esperança de um dia ter algo assim, tão romântico e lindo como o sentimento partilhado por este casal :) é possível, basta continuar a acreditar ...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os Acasos do Amor ...

Tenho andado a reflectir sobre a minha abordagem ao mais belo sentimento do mundo e às expectativas que crio em relação a como ele deve ser ... depois de uma conversa deveras interessante com alguém detentor de uma perspectiva curiosa, fiquei a pensar nos "acasos do amor".
Como romântica convicta e confessa que sou, gosto de acreditar na possibilidade da "paixão à 1ª vista" e de ver todo o processo de conhecer alguém como se de um filme se tratasse, em que até há "pós de perlimpimpim" a flutuar no ar e a tocar bem levemente os dois apaixonados, que sabem que encontraram a alma gémea só com um olhar ...
Mas, de volta à realidade, estive à conversa com um moço bem casado e que tem uma forma de olhar para este sentimento de forma mais crua, ainda que não menos intensa ... afinal, ele já encontrou a mulher da vida dele :)
E ao contar-me como tudo começou, explicou-me que foram meros acasos, aqueles encontros fortuitos em que se arrisca para ver no que dá, com poucas expectativas ... engraçou com a menina e deu o 1º passo para a conhecer melhor ... ela por sua vez, decidiu dar-lhe uma oportunidade e saber mais sobre ele, passando por cima de uma primeira impressão, pouco favorável ...
Ou seja, se nenhum deles tivesse agido desta forma, o mais provável era nunca se terem voltado a cruzar, perdendo a oportunidade de serem felizes juntos ...
e é isto que me incomoda, não houve uma grande magia nem o friozinho na barriga, nem uma história incrível e fantástica de um 1º encontro para contar aos netos ...
Segundo ele, foram casualidades que resultaram, mas que se não se tivessem proporcionado, hoje, passados tantos anos, provavelmente não passariam de uma boa e ténue recordação ...

E custa-me a admitir que às vezes (a maior parte das vezes) é assim que tudo acontece, as primeiras impressões não passam disso mesmo, impressões, e que apesar de acharmos alguém interessante, e de até termos uma conversa engraçada, isso não significa que tenhamos "marcado" de forma irremediável a nossa paixoneta ... no dia seguinte, o mas provável é nem se lembrar do nosso nome ...
Sei que este rapaz "realista" tem razão ... porque apesar de eu gostar que fosse como nos filmes, nem sempre é um primeiro olhar que nos faz estacar o coração e exclamar, sem nos conseguirmos conter "é ele, é o meu John!!" ... às vezes, o sentimento aparece mais tímido, pé ante pé, e sem o fogo de artifício pelo qual a maior parte de nós espera ...
E no fim de contas, este casal é feliz e planeia sê-lo por muitos e bons anos, porque houve dedicação, empenho e paciência no cultivo de uma atracção que agora permite conjugar o verbo "amar" a dois :)
E depois da conversa que tive, percebi que tenho de começar a levar a vida menos a sério e a acreditar que as pessoas podem mudar de ideias ...
Conhecer alguém e deixar-me ir, e não imaginar cenários idílicos que acabam por se revelar prematuros e irrealistas ...
Os relacionamentos devem começar sem planos, porque n
inguém sabe o dia de amanhã ...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Tenho o que mereço!

Depois de ler os comentários que tão amavelmente me vão deixando neste blog, cheguei à conclusão de que ando a ficar demasiado dependente da "ideia fixa" de encontrar o Amor ...
Tenho escrito textos demasiado doridos, lamechas e que acabam por não reflectir a minha estonteante alegria de viver, que não se esgota (nem pode!) pelo facto de me encontrar solteira :)
Evito rótulos, mas quando releio o que tenho escrito, fico com a sensação de estar quase obcecada pelo "Big Love" e de não conseguir usufuir na plenitude as vantagens de não ter namorado (porque as há!) ...
E sinto que ultimamente me tenho esquecido de que sou muito mais do que uma tonta romântica, que procura incansavelmente a cara metade, porque essa é só uma faceta da minha personalidade, a que se juntam ser independente (e gostar de o ser), positiva, boa amiga, engraçada e nada convencida (hehehe) ...
Não vou armar-me agora em hipócrita e negar o desejo de me apaixonar, mas tenho a certeza que isso não pode estar no topo das minhas prioridades!
O que me vale são os amigos ... tenho uma confidente que me está sempre a aconselhar para manter a mente aberta a novas experiências, amizades, e a não ser fiel a um "potencial namorado" que ainda mal me conhece (sim, sou parva a esse ponto ...)
Mas acho que é por ter uma vontade demasiado impaciente, sôfrega ... parece que às vezes estou numa "corrida contra o tempo" ... e insisto e insisto nas tentativas de encontrar o "homem certo" ...
Insisto tanto que as minhas pacientes amigas já só ouvem, divertidas, as minhas confissões repetidas de mais uma paixão falhada ... também tenho de rir ... não sou volátil, mas apesar de ainda não ter 30 anos, tenho a sensação que esta vida é demasiado fugidia para conseguir aguardar muito mais tempo sem que a solidão me assombre pelo resto dos meus dias ...
Sei que são parvoíces, tenho de dar tempo ao tempo, e sei que se as coisas ainda não correram como eu gostaria, a culpa tem dois lados ... sei também que a cada experiência, aprendo algo e cresço com os meus erros (e com os alheios) ...
Posso mesmo afirmar que as desilusões me forçam a amadurecer, porque me apercebo de que tenho de ser mais realista, menos sonhadora ... e deixar de girar à volta do Amor, como se de o Sol se tratasse ...
E deixar que esta Estrela me ilumine e aqueça quando tiver de ser, porque este é um sentimento inconstante e matreiro, esconde-se demasiado e de tal maneira que é sempre tão difícil descobrir onde está ... mas não impossível :)
Mas de uma coisa tenho a certeza, é que enquanto o Cupido não me mandar a tal "setinha", sei que posso continuar a contar com a família e amigos, já que ao contrário dos "alvos" dos meus insucessos amorosos, estas preciosidades raramente me desiludem, nunca me fazem chorar (só de alegria), e estão sempre presentes quando eu mais preciso! Para mim são perfeitas e são elas que tenho de trancar no coração a 7 chaves :)
O mais belo sentimento do mundo pode ainda não me ter juntado a um príncipe (aos meus olhos, pelo menos), mas é uma presença constante no meu dia-a-dia, transmitido pelas pessoas mais importantes da minha vida ...
E por isso, até posso estar solteira e ainda à espera da música dos "The Police", mas acima de tudo, sou FELIZ, porque tenho a sorte de ter uma família que só me deseja o melhor do mundo, e amigos que me oferecem conselhos, apoio, carinho e respeito, sem segundas intenções ou à espera de retribuições (e sem testes!) ...
Tenho mais é que continuar a celebrar a vida, porque afinal, acho que tenho mesmo o que mereço!

terça-feira, 30 de junho de 2009

As Ânsias do Amor - PARTE II

Numa altura em que cada vez mais me sinto a afundar num mar de incertezas sobre se algum dia irei ser atingida pelo Cupido (sem que isso me faça sofrer mais do que a solidão de estar solteira), ponho-me a pensar se estarei a tomar o caminho certo ...
Sei que aprendo a cada erro, a cada tentativa falhada de relacionamento, mas não me parece servir de muito ...
Acho que a adolescente que ainda vive em mim gostava de acreditar que é possível alguém apaixonar-se pela minha alma à 1ª vista e conseguisse sentir (não me perguntem como, só tenho a teoria) que sou uma boa menina, com o coração a transbordar de amor e carinho, que até dói reprimir dia após dia ... um cenário idílico e preferível à realidade, em que me olham com a desconfiança de muitas mágoas causadas por outras mulheres ...
Às vezes acho que há demasiados homens que magoam propositadamente e sem razão quem não merece, por não conseguirem atingir quem realmente queriam ... e cospem desprezo e indiferença a quem nunca lhes fez mal, perdendo muitas vezes a oportunidade de conhecer alguém decente e verdadeiro que, quem sabe, lhes podia voltar a ensinar o significado do Amor puro e desprendido ... sem pressões, nem egoísmos ... que só quer dar e dar ...
A verdade é que é difícil estar sozinha, apesar de rodeada pela família querida e amigos inacreditáveis, e continuo a jogar-me de cabeça e achar que vai resultar, à primeira conversa mais simpática, a um olhar mais intenso ou mesmo depois de um beijo roubado que nos deixa com um sorriso parvo (mas que tentamos disfarçar com uma indignação digna de actriz) ...
E insisto em seguir o coração tolo e irresponsável, que ignora o "grilo falante" sentado no ombro, que me sussurra ao ouvido para ter calma, aquietar a imaginação demasiado sonhadora, e aguardar pacientemente que o "Big Love" me descubra ...
Quero encontrar alguém diferente, especial, mas a soma de desgostos leva-me a ponderar no que tenho feito, nas decisões adolescentes e precipitadas que tomo, por ser uma romântica incurável que pensava ser bem mais fácil trilhar os caminhos do Amor ...
É este o resultado de ler tantos romances de cordel quando era mais nova, pois a vida nem sempre corre como esperávamos e tenho aprendido que por mais que deseje ser amada com toda a força do meu ser, isso não significa que o consiga ...
E agora, depois de mais uma desilusão, dou por mim a compreender o que um grande amigo me disse um dia: "conhece a pessoa com que te queres envolver".
Na altura, não percebi o conselho, mas agora vou percebendo a importância de investir na amizade, antes de me apaixonar irremediavelmente ... de ter uma base mínima de conhecimento (que convém ser mútua), antes de deixar escorregar do juízo as reservas e desconfianças ...
Isso porque o amor à 1ª vista só resulta nos filmes, e na vida real, o entusiasmo inicial ... intenso e inebriante ... esfuma-se rapidamente, tal como começou, deixando pelo caminho uma tristeza não tão momentânea ...
Custa-me a reconhecer que o romantismo nem sempre me ajuda a pensar claramente, e que o meu eterno optimismo me faça colorir em demasia faíscas ainda prematuras, que precisam de tempo para amadurecerem e poderem tornar-se no mais belo sentimento do mundo, aquele pelo qual tanto anseio ...
Vou tentar interiorizar o sábio conselho do meu amigo, mas nunca me tornarei demasiado adulta e realista, pois não sei o que será de mim se mudar a forma que tenho de ver as coisas, tantas vezes ingénua, mas sempre genuína ...
Não sei mesmo o que seria de mim se não continuasse a querer ver e esperar o melhor das pessoas ...
Se deixasse de acreditar que vou encontrar a alma gémea, ao som da minha canção favorita ...
Se permitisse que os amores falhados que vou testemunhando me destruissem a esperança ...
Pois é ... se calhar são as minhas pequenas ilusões, divertidas e malucas, que me fazem continuar a lutar pela felicidade e a saber que todos têm direito ao seu "happy end", por mais tempo que leve ...
E se eu não desisto, também não deixo ninguém baixar os braços ... e vou continuar a "tocar" todos os que me são especiais com a seta do Cupido ... um dia vai chegar a minha vez :)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

As Ânsias do Amor - PARTE I

Cada vez mais me convenço de que amar alguém é uma das tarefas mais difíceis que alguém pode querer levar a cabo ...
Quando está tudo bem, é o melhor sentimento do mundo, parece que levámos com uma injecção de felicidade, cujo efeito nunca parece passar, e que nos faz sentir que afinal, era possível acontecer-nos a nós :)
Mas quando amamos e não somos correspondidos, começa o tormento ... uma dor de alma que não pára nem a dormir, nem a comer, nem a passear, simplesmente não pára ... e consome-nos ... dia e noite, substituindo a lembrança dos dias de puro contentamento, por uma dolorosa picada constante ...
Outro dia, ouvia o desabafo de um apaixonado que encontrou a sua alma gémea, com quem viveu uma história de amor como aquelas que vemos nos filmes ... eram apelidados de "casal perfeito", e com ela, ele aprendeu a saborear a vida e todos os seus maravilhosos detalhes com uma intensidade até então desconhecida ...
Confessou-me que a sua amada o tornara uma pessoa melhor, mais sensível e menos distante, e que tinha mesmo a certeza de ter encontrado a mulher ideal para partilhar o resto da vida ...
Infelizmente, as certezas não eram mútuas ... julgo que a maioria ficaria assustada com um sentimento tão belo e avassalador, quando não sente o mesmo ... é preciso ter coragem para deixar-se levar e arriscar na mais louca aventura de sempre.
Pois ... o "casal perfeito" separou-se, mas ele não se conforma ... não depois de ter encontrado o que tantos procuram, às vezes durante uma existência inteira! E é com um brilho nos olhos, que ele me afirma, sem vacilar, que não está disposto a desistir do grande amor da sua vida.
Não sei as razões dela, mas gostava de acreditar que este "encontro de almas perfeitas" vai ter um final feliz, porque seria muito triste se uma história tão linda e mágica terminasse assim, como se de um sonho se tratasse, e agora fosse altura de acordar, na mesma cama fria e vazia de todos os dias ...
No pior dos cenários, já disse a este apaixonado, que mesmo que as coisas não corram como ele espera, ninguém lhe pode tirar o tempo que passou com ela, e a recordação desta menina especial, com quem aprendeu o que significa gostar de alguém mais do que a própria vida e estar disposto a tudo, para a ver feliz ...
Aborrece-me só o poder ajudar com palavras, gostava de fazer mais, mas não posso interferir ... nestas situações, ou se sente, ou não se sente e ninguém merece um afecto morno, quando se entrega de olhos vendados e coração inteiro, escancarado de sentimento ...
Há porém uma pergunta que me inquieta e para a qual não tenho resposta, por mais que tente: "quando desistir?" ... quanto tempo terá de passar para percebermos que não vale a pena continuar a insistir?
Este apaixonado luta e desespera por este amor há meses, e não obtém mais do que sinais confusos, mas nunca um primeiro passo ... se ele sucumbir à repetida nega, passará definitivamente a fazer parte do passado dela, da alma gémea que nunca pensou sequer existir?
Já estive na mesma situação ... nunca quis pressionar o moço nem encostá-lo à parede, pedindo uma prova de amor, uma prova de interesse, porque sempre soube no meu íntimo, que ela me seria recusada ... por ter tanto medo desta verdade dolorosa, acabei por nunca saber até que ponto ele gostava de mim ...
Penso que este é o principal problema deste apaixonado, a quem eu tentei fazer ver que, se ele tem receio que a sua amada falhe o derradeiro "teste" (ainda que deteste esta palavra!) e o deixe sair da vida dela, sem luta, será ela merecedora do sentimento que ele lhe oferece? Ele acha que sim, como eu também já achei em tempos ... até o copo transbordar ... mas até lá, quanto mais sofrimento e mágoa terá ele de aguentar? Já não sei o que pensar, digo-lhe simplesmente que siga o coração e persista, enquanto acreditar no amor de ambos, e ver o que acontece ...
Mas estas ânsias do Amor, levam-me a outro desabafo, que agora dói demais escrever ... depois quem sabe ... resta-me a esperança, como sempre ...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

As Espécies Raras :)

Sabem quando, depois de repetidas desilusões, nos começamos a questionar sobre se alguma vez iremos encontrar o Amor? E que por mais que queiram ajudar, não facilita os amigos do peito repetirem até aos ouvidos doerem "não procures, porque quando menos esperares, ele encontra-te ..."?
É uma seca ... mas a minha explicação é muito simples, acho que o mundo anda ao contrário!
Porquê? Porque por aquilo que eu constato, homens e mulheres sem escrúpulos e sem carácter, que só querem brincar com os sentimentos alheios, nunca estão sozinhos ... enquanto que pessoas íntegras, decentes e sensíveis, e com o coração a transbordar de amor, deambulam de mágoa em mágoa ...
Conheço vários casos, de "espécies raras" ... tão especiais e únicas, mas a quem a sorte ainda não bateu à porta ...
Tenho um amigo que é uma das melhores pessoas que conheço e que já encontrou a sua "princesa", uma menina 5 estrelas, mas que está tão "escaldada", que ainda não se sente preparada para deixar que o mais belo sentimento do mundo volte à sua vida ...
Acho graça quando ele me diz que a mulher perfeita tem de ter três qualidades, nesta ordem: coração, inteligência, beleza, e depois, com um sorriso resplandecente, me confessa que encontra esses talentos e muitos mais na sua princesa, mas aguarda, pacientemente, que ela o veja com os olhos do coração e não com os da amizade ... uma dedicação que me impressiona :)
Conheço outra "espécie rara", que tem tudo o que o sexo oposto poderia desejar: simpatia, inteligência, estabilidade e independência ... demasiado modesta e a precisar de uma dose reforçada de confiança, é um ser humano decente e bondoso, mas que ainda procura a alma gémea ... anda aí muita gente cega!
E não entendo, palavra que não, como é que homens e mulheres assim não têm uma legião de fãs, a fazer fila à porta de casa! É que são bem poucos!!
Um destes moços disse-me uma vez que o pouco sucesso com o sexo oposto poderia ser por não ter a aparência do Brad Pitt e só me apeteceu bater-lhe (desculpa, mas apeteceu!) ... se vocês soubessem que há tantas mulheres que preferem um coração de ouro a certas belezas ocas, não diriam esses disparates ...
Acreditem em mim quando afirmo que prefiro um homem interessante a um modelo de revista, e que fico mais exultante quando me elogiam a escrita ao invés do sorriso ...
Outro dia ouvi alguém dizer: "A beleza exterior só conta no início, depois passa a ser secundária" e lembrei-me das inesquecíveis palavras d´ O Principezinho ... "só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos" ... lindo, não é?
Dito isto, e para não pensarem que o meu romantismo está a perder vitalidade, conheço uma outra espécie rara que está a trilhar o caminho da felicidade, lentamente, mas segura :)
É uma menina de sorriso meigo e olhos cor do céu, que com a sua paciência e doçura está a conseguir conquistar um homem que à partida parecia agreste e distante, mas que tem vindo a revelar a timidez e insegurança de um rapaz grande, que tem uma vida difícil, e que só precisa de quem lhe transmita a segurança de um Amor sem barreiras, idades ou preconceitos ...
É por saber que esta história do "Soldadinho de Chumbo" e da sua Bailarina está a ter um final feliz (ao menos esta!), que eu renovo os votos na esperança de que vai correr tudo bem às espécies raras, pessoas que tal como eu, ainda não tiveram a chance de encontrar outra espécie semelhante ... de coração puro e sentimentos nobres ...
Acho que tenho de magoar mais um pouco os ouvidos, e escutar os amigos que não se cansam de acreditar que o Amor me vai encontrar :)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Abordagem Certa

Achei extremamente curioso ler no jornal os resultados de uma pesquisa realizada numa universidade na Pensilvânia, segundo a qual os homens preferem uma abordagem directa quando recebem o elogio de uma mulher ...
De acordo com esse estudo, os homens sentem alguma dificuldade em entender os sinais que indicam o nível de interesse que uma mulher pode ter em relação a eles, mesmo que a linguagem corporal dela seja convidativa.
Deixou-me a pensar em algo que já me disseram há algum tempo, mas que eu sempre me recusei a acreditar: "Alguns homens dizem-te o que for preciso para conseguirem o que querem de ti" ...
E eu não quero pensar que isto é verdade, porque sempre me regi pelos princípios da honestidade e da frontalidade, e quando quero algo (ou alguém), não me ponho com joguinhos, simplesmente digo-o e luto por isso ... e aborrece-me mesmo que alguém me tente retirar o poder de decisão, só para se divertir um pouco ...
O que não entendo é porque é que (muitos) homens assumem sempre que lhes vamos dar uma nega se nos contarem as suas reais intenções?! Nem todas as mulheres querem encontrar o príncipe encantado, casar e ter filhos ... às vezes, tal como certos homens, só queremos passar bons momentos, com o prazo de validade à vista.
Acho que é o eterno "jogo do gato e do rato", o predilecto de tantos moços que gostam de exercitar os dotes de sedução e saber que, se quiserem, conseguem levar "aquela menina específica" para a cama, com palavras bonitas e promessas que não tencionam cumprir ...
Eu gosto de saber com o que é que posso contar, quer me agrade ou não, porque assim posso decidir de "olhos abertos" ...
E quando reflectia sobre os resultados do estudo, cheguei à conclusão de que, mais do que uma abordagem directa, prefiro uma sincera ... mas infelizmente, vou percebendo que o álcool deturpa as verdades, e que a paixão de uma noite parece bem menos inflamada e glamorosa no dia seguinte, ao raiar do sol, e depois ... as desculpas do costume, "hoje já tenho planos, encontramo-nos noutra altura", pois ... pois ...
Mágoas à parte, continuo a defender o mesmo ... a verdade ... considero-me uma pessoa compreensiva e entendo que as pessoas têm o direito a mudar de opinião, a não sentirem as borboletas na barriga quando a cabeça lateja por causa da ressaca, mas não me tentem enganar ... simplesmente digam-me!
Não gosto de perder tempo com quem não sabe o que quer, porque eu sei ... e agora, melhor do que nunca :)
E ponto final!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A gota de água ...

Sabem aqueles casais que parecem perfeitos?
Dão-se super bem, são bonitos, inteligentes, estão juntos há anos e até já dividem um apartamento?
E um dia, sem ninguém perceber porquê, terminam a relação ... os amigos ficam estupefactos ... nem sabiam que eles tinham problemas e acabam? Sem mais nem menos?!
Pois é ... mas eu tenho a teoria da "gota de água" ...
Tenho um casal amigo que encaixa a 100% nesta descrição, já não falo com eles há algum tempo, mas hoje lembrei-me deste assunto, nem sei porquê, mas preciso de desabafar ...
Se conhecessem o meu amigo, ficavam a adorá-lo ... é giro, simpático, encantador mesmo, e toda a gente é da opinião que adora a cara-metade acima de tudo, que está sempre a mimá-la e que não há nada que não faça por ela, só para a agradar ...
Quanto a ela, é um doce, inteligente ... uma das melhores amigas que alguém pode desejar, mas quem a conhece mais atentamente, consegue ler-lhe no rosto a tristeza que lhe vai no coração ... ela não é feliz, e o motivo é o extremo egoísmo do "fabuloso" mais que tudo ...
A ele, reconheço-lhe todas as qualidades e mais algumas, enquanto amigo ... já enquanto companheiro ... trata-a bem, ouve os conselhos que ela lhe dá ... mas na hora da verdade, quando a minha amiga mais precisa dele, revela-se um insensível sem precedentes, incapaz de tentar sequer fazer um esforço para a tentar compreender e ajudar ...
Para mim, o amor revela-se nas dificuldades, quando estamos na "mó de baixo" e mais vulneráveis ... é nessas horas que o nosso namorado/marido não pode falhar mesmo, porque se a pessoa a quem nos entregamos de corpo e alma não nos agarra a mão que, em súplica, estendemos a pedir apoio, como podemos alguma vez confiar que ele nos vá amparar no futuro? Sabem ... é que, às vezes, a indiferença consegue ser bem pior que um estalo na cara ...
Não entendo porque é que custa tanto a certos homens perceberem que, de vez em quando, as mulheres só querem colo, que cuidem delas quando estão doentes, e que sejam solidários com as dores femininas que o sexo masculino nunca vai experimentar ... por mais forte que nos achem, a dor afecta-nos ... consome-nos, e precisamos que estejam lá para dizer que vai correr tudo bem, mesmo que seja mentira ...
Mas como ele não entende, a minha amiga vai sofrendo a cada dia que passa, o coração vai emagrecendo a cada nova desilusão, a cada nova humilhação ... mas sempre na expectativa que ele mude e a trate com o mesmo amor e consideração que ela lhe dedica ...
Sei bem a sensação de nos sentirmos enclausuradas numa relação e, todos os dias ao acordar, inspirar do fundo da alma, e fazer novo esforço para acreditar (iludindo-nos) que hoje vai ser diferente ... que nesse dia ele vai ser mais sensível e preocupar-se ...
E quanto à "gota de água"?
O meu copo já transbordou há um par de anos, mas este meu casal amigo, pelo que sei, ainda continua "de pedra e cal" ...
Se calhar, no caso dela, a gota de água está presa no canto do olho, à esperança, lutando para não sair de rompante e acabar finalmente com um relacionamento vivido a dois, mas em que só um se importa ...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Timidez, a quanto impedes ...

Tenho vindo a matutar neste assunto há já algum tempo, naquela timidez tão extrema e crónica, que consegue dificultar grandes paixões de se concretizarem ...
Apesar de ninguém acreditar em mim quando o afirmo, sou tímida (não vale rir, sou mesmo!), mas esforço-me por ultrapassar este problema tentando ser engraçada, o que nem sempre acaba por resultar ;)
É sempre a mesma coisa ... com os meus amigos sou uma tagarela imparável (que às vezes precisa de se lembrar que um diálogo é feito a dois, hehehe), mas quando encontro o alvo da minha afeição, ui! ... nada, a minha mente esvazia como um balão que perde o ar ... o cérebro deixa de funcionar e só consigo balbuciar palavras parvas e falar do tempo ... e quando a conversa acaba, só me apetece esbofetear-me pelas tolices ditas e fico sempre convencida de que aquele foi o primeiro e último encontro ...
Acredito que isto não me acontece só a mim, e tenho um amigo cuja timidez é grave ... tão grave ao ponto de impedir mesmo um leve sorriso quando na presença da "mais que tudo". A cara dele parece que se transforma numa máscara inerte, muda, e que não deixa transparecer a felicidade interior, radiosa e saltitante por a ter encontrado ...
Uma paixão que infelizmente é facilmente confundida com indiferença, já que o nervosismo e a timidez impedem que ele responda aos sinais de interesse que ela lhe envia, e não consiga sequer começar uma conversa, dizer um "olá". Penso que ela também sofre do mesmo mal, o que ainda dificulta mais este bloqueio ...
E eu, uma romântica incurável, pergunto-me, como é que dois tímidos, que gostam um do outro (é que é mesmo óbvio!) se entendem? Se nenhum dá o 1º passo e consegue ultrapassar a timidez, será este um amor impossível?
Recuso-me a aceitar esta ideia, porque há quem passe uma vida inteira à procura da sua cara metade e estes dois já andam neste "vai, não vai" há quase dois anos! São fiéis sem compromisso, e sem sequer se conhecerem! Acho isto incrível e posso mesmo arriscar dizer que eles foram feitos um para o outro :)
Quando estes meninos estão no mesmo espaço, por mais pessoas que estejam, eles conseguem sempre encontrar-se ... uns olhares de soslaio, mas que não conseguem descolar ... e depois do primeiro olhar, passam só a existir eles e mais ninguém ...
A atracção é tão forte que até irrita! Na discoteca, vão-se aproximando sem querer e quando reparam, já estão costas com costas, a roçar um no outro, como se fosse um carinho especial e só deles ...
Nunca soube de uma paixão assim ... calada, mas tão cúmplice e parecendo tão vivida ... o meu amigo fala dela como se fosse uma antiga conhecida com quem perdeu o contacto, mas que conhece como a palma da mão ... reconhece o cheiro e a suavidade da pele ...
Eu sei, sou lamechas, mas fico frustrada porque sei que a maior parte de nós sonha com um sentimento assim e ele tem-no ali, tão perto e ao mesmo tempo ... tão longe ...
Quero mesmo que esta história tenha um final feliz, e por isso escrevo este desabafo para ver também se obtenho uma luz, alguma clarividência para ajudar o meu querido amigo a calçar o sapato a esta "Cinderela" ...
Ideias, sugestões ... precisam-se! Mas já vou avisando que ideias brilhantes como empurrá-lo para cima dela na discoteca, com copos de bebida cheios na mão, não são opções e já foram tentadas ... ups! Vivendo e aprendendo, hehehe ;)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quando é que a magia acaba? PARTE II

O meu desabafo de hoje é sobre relacionamentos que acabam sem uma explicação plausível ...
Todos conhecemos um amigo ou amiga que teve uma relação que terminou de forma inconclusiva e em que a pessoa "abandonada" nunca percebeu bem o que é que aconteceu ...
Infelizmente, conheço algumas, e uma amiga em particular, que conheceu há tempos o homem perfeito: inteligente, com alma de poeta, super carinhoso, divertido e simpático ... fazia-a feliz e ela andava nas nuvens, começava mesmo a achar ter encontrado, finalmente, a sua cara metade.
Eis senão quando chega um belo dia, ele deixa de lhe atender o telemóvel e responder aos sms. Sem mais nem menos, sem qualquer discussão prévia, estavam a dar-se lindamente!
Passados uns dias, esta minha amiga começa a pensar que aconteceu algo e insiste nas ligações e mensagens escritas, recebendo apenas ... silêncio ...
Passou-se um mês, e ela sem receber notícias dele, nem nenhuma justificação para tanta indiferença e desprezo, e o pior, sempre na expectativa de que ele mudasse de ideias, fosse sensato, e tentasse reatar com ela, alegando insanidade temporária (teria de ser uma teoria recambolesca para explicar esta atitude, certo?) ...
Moral: a história não acabou bem e agora estão mesmo separados, ela está arrasada e ainda não teve direito a uma conversa franca, adulta, e em que ele abrisse o coração e alma e lhe dissesse olhos nos olhos o que se passara ...
E eu, que gosto imenso desta amiga e confidente, sofro com ela e sinto cada lágrima gorda que lhe escorrega no rosto quando fala dele, como se fosse minha ... já passei por uma situação idêntica e sei bem a sensação demolidora deste tratamento de silêncio ...
Se os homens que fazem isto às mulheres soubessem como nos sentimos ... até acho que imaginam, mas não querem saber: passamos de uma fase inicial em que pensamos estar paranóicas e que ele ainda não ligou por não ter saldo ou "até pode ter perdido o telemóvel, coitadinho!!", para a fase seguinte de ficarmos preocupadas "será que lhe aconteceu algo? partiu uma perna e está incomunicável no hospital!!" (coitadinho outra vez!! até ficamos com pena deles) ...
Pois, pois, mas de volta à vida real, não aconteceu mal nenhum (nunca acontece), se eles realmente quisessem falar connosco arranjavam forma ... ou pediam o telemóvel emprestado a alguém, mandavam um e-mail, ou iam ao nosso trabalho ...
A verdade nua e crua? A magia acabou e eles não têm pachorra nem coragem para nos dizer ...

Os motivos? Talvez a imaturidade deles, não estavam preparados para um novo relacionamento, talvez ainda gostassem da namorada anterior ou se calhar, não gostavam assim tanto de nós ...
Inclino-me mais para este último motivo, porque acho que se a pessoa com quem partilhámos experiências, trocámos carinhos e confidências, ainda que por pouco tempo, não tem sensibilidade e consideração para uma conversa sincera para confessar porque é que tudo acabou, então é porque nunca gostou o suficiente de nós ...
O que mais me incomoda é não saber o que realmente se passou, até podia ser a razão mais estúpida ou inconcebível do mundo ("cheiras mal dos pés!"), mas ao menos uma pessoa consegue perceber, aceitar e ultrapassar ... e depois compra um desorizante para acabar com o chulé ;)
Brincadeiras à parte, sei que a maior parte de nós, mulheres, imagina todos os cenários e mais alguns no que toca aos assuntos do coração e conseguimos ficar obcecadas com a mínima coisa, e é por isso que muitas de nós não conseguem ultrapassar muito bem uma nega mal explicada ...
Para mim, a pior parte são as consequências, o coração volta a fechar, a esperança a encolher e a certeza de irmos encontrar a pessoa certa a ficar ainda mais envergonhada ...
Chego à conclusão que, às vezes, nunca vamos ter a explicação desejada, o motivo esclarecido, e temos de aprender a lidar com isso e seguir em frente, por mais que nos custe ...
Tenham eles razão ou não em terminarem tudo, nem sempre podemos saber o porquê, se foi algo que fizemos mal, uma atitude mal interpretada ou um mexerico maldoso ... há que aceitar e pronto! É a vida ...
O caminho do Amor é duro, e ainda fica mais difícil com homens "criança", que não respeitam as mulheres o suficiente para pôr as cartas na mesa ... continuo a esperar que estes sejam a excepção e que a "regra" esteja novamente a ter dificuldades em ler o mapa para me encontrar, e a outras românticas, mulheres a 100%, que tal como eu, ainda acreditam que é possível viver um grande amor :)

domingo, 24 de maio de 2009

Casamento: acto de fé ou de loucura?

Este fim-de-semana fui ao casamento de dois jovens bonitos e bem dispostos :)
Eu, romântica convicta, adorei cada minuto e não consegui evitar sorrir a cada gesto de carinho e felicidade estampada nos rostos deles. Foi um dia bem passado, sem complicações, e que me renovou toda a esperança de que é possível encontrar a cara metade e ter o tão desejado "happy end".
Ainda assim, e apesar de ter confirmado neste dia a minha crença quase cega no Amor, não posso dizer o mesmo da forma que eles escolheram para o afirmar, através da instituição casamento.
Isso porque sei, infelizmente, que para muitos (com as devidas excepções), assinar um papel significa possuir o outro, que passa a ser sua propriedade, como se de mercadoria se tratasse.
Podem não concordar comigo, mas eu acho que por mais apaixonado que um casal esteja, é saudável um pequeno sentimento de insegurança e a sensação de que nem todos os erros e asneiras são perdoáveis.
Conheço muitos casos de pessoas que, depois de casadas, pensam que a relação está garantida, é para toda a vida, e que "mas eu sou a tua mulher/marido!", é justificação para as mágoas ficarem prontamente resolvidas.
Não sou contra o casamento, mas ainda não entendi bem os seus benefícios, há quem diga que o casal se sente mais estável e mais tranquilo do que antes, mas penso que isso acaba por ser um argumento algo fraco, não me convence.
No contexto actual da sociedade, em que já não há empregos para a vida, mudar de casa 4 vezes já é hábito, e passamos mais tempo com os colegas, no trabalho, que com amigos e família, custa-me a conceber uma instituição que une "para sempre" ...
Para mim, e desculpem os casados, o casamento não garante mais amor nem mais felicidade, é só um papel, mais burocracia perante uma sociedade para a qual somos cada vez mais números e menos seres humanos ...
Questiono-me mesmo se, em tempos de vidas "fast-food", casar será um acto de fé ou de loucura?
Ainda não tenho resposta para isso, sei para o casal de ontem, é de fé ... se calhar, eu só preciso de encontrar quem esteja disposto a ficar comigo até ao fim dos nossos dias, na saúde e na doença, para perceber a lógica de querer uma aliança no dedo.
Apelando à minha lamechice, e tentando ver a situação com os olhos do coração, se calhar é fé e loucura, é confiar na fidelidade longe do olhar, é conseguir perdoar, mesmo com mágoa, é dizer "vamos a eles!", apesar da carapaça de desconfiança causada por tantas desilusões, é acreditar que é possível voltar a apaixonarmo-nos, dia após dia, pela mesma pessoa, e mostrar toda a vulnerabilidade da alma e corpo, ao repeti-lo, todos os anoiteceres ...
Sim, sim, gosto mais desta resposta ... estarei eu a aprender a lição e finalmente a compreender o significado de Amar? Hum, tenho de ir a mais casamentos, hehehe ;)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rótulos?? Quais rótulos?? Manias ...

Tenho uma amiga que começou recentemente um relacionamento ...
Estão a conhecer-se, a situação está a desenvolver-se, lentamente, mas está tudo a correr bem ...
Ela está muito feliz, ele presumo que também ... mas agora os amigos dela perguntam-lhe em jeito de confirmação: "mas já são namorados?"
E eu acho graça que lhe perguntem isso, porque penso que reflecte a necessidade do ser humano (ou será só do português?) de dar nome a tudo ... rótulos!
Ainda acho mais piada porque eles estão à beira dos 30 e eu pensava que nesta idade já não se chamava "namorar", mas "estar num relacionamento" :)
Actualmente, vivemos numa sociedade em que vejo cada vez mais relações "fast food", e encontrar alguém decente é tão difícil, acho que é mesmo uma questão de sorte, que eu não entendo o porquê das pessoas ainda precisarem de complicar, com perguntas desnecessárias (pelo menos na minha perspectiva).
Eu coloco a situação desta forma ... se eles estão bem, estão a entender-se, vão apaixonar-se mais depressa, ou mais intensamente se tiverem o rótulo de "namorados"? A palavra valida o sentimento, torna-o real?
Acho que as pessoas têm esta necessidade para acreditarem, para compreenderem melhor que o relacionamento é sólido, porque se já namoram, não é uma brincadeira de uma noite, é a sério! E depois já podem começar a pensar no casamento e nos filhos! Xiii, exagerada que eu sou, hehehe ...
Por mim, eu só quero é que esta menina seja feliz, porque ela bem merece, e que a ter rótulos seja o de "amiga do coração que está a redescobrir o Amor porque nunca deixou de acreditar" :) Agora só falta o "happy end", ou essa frase é outro rótulo romântico? Manias!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Amar para ser Feliz?

Li há tempos um artigo que inquiria sobre a importância que o amor tem na nossa felicidade, questionando se temos de amar para atingirmos o "nirvana" ...
Uma das entrevistadas defendia a teoria de que "actualmente o amor é encarado como a solução milagrosa para todas as dúvidas do ser humano e que o facto é que acaba por ser grande fonte de stress para a maior parte das pessoas".
Até concordo, porque se pensarmos bem no contexto da sociedade portuguesa, quando alguém está solteiro e se assume feliz (principalmente nós, mulheres); namora há mais de 10 anos sem casar ou diz que não faz grande questão de ser mãe/pai, é logo apontado como um membro desviante da sociedade.
Vou ser mázinha, mas a sorte das 4 meninas do "Sexo e a Cidade", acima dos 40 anos, solteiras, independentes e realizadas, é que viviam na "Big Apple", porque no nosso país seriam prontamente apelidadas de "solteironas que vão ficar para tias" ... hehehe
Reflictam no que o artigo adianta: "Imagine alguém dizer que é contra o amor. É considerado um herege. As propagandas, as novelas, os filmes, os conselhos dos parentes, tudo contribui para promover os benefícios do amor. (...) E quando cai por terra a expectativa do romance e da atracção sexual eternos, surge a pergunta "o que há de errado comigo?" ...
Não podia estar mais de acordo, já que eu, que nem 30 anos tenho, depois de algumas negas e desilusões (e apesar de saber que sou boa rapariga), começo a pensar se o problema não estará em mim, se sou eu que tenho de mudar e adaptar-me a uma sociedade de relações "fast-food", em que ser genuína e dizer o que penso não são as características mais desejadas.
Será justo a sociedade apontar o dedo a quem não tem os mesmos anseios e prioridades do que a maioria da população? Desde quando é que pensar diferente é estar, à partida, errado?
O que vale é que, conforme vou constatando, as mentalidades estão a mudar, e as pessoas vão-se apercebendo de que o casamento nem sempre é a garantia de um "final feliz", e que as rotinas do dia-a-dia, os feitios difíceis e as discussões depois de um mau dia no trabalho dificultam o romantismo e o manter da "chama da paixão" acesa ...
Viver juntos, em união de facto, começa a ser uma alternativa igualmente viável, com os mesmos direitos e menos chatices ...
Ainda assim, e independentemente do nosso estado civil, penso que o maior problema de muitos casais é projectarem a sua felicidade na outra pessoa, responsabilizando-a por isso e lavando as mãos dessa função ... assim, se não estão bem, a culpa é sempre do outro ...
Por mim, assumo que sou feliz solteira, mas sei que consigo ser um bocadinho mais (um bocadinho grande!), se tiver alguém para partilhar os meus pequenos e grandes momentos de "bliss" :) mas primeiro tive de alcançar a tranquilidade interior que me permite estar numa relação de forma saudável, respeitando o espaço da outra pessoa, sem pressões e inseguranças ...
E antes de começarem a pensar que estou contra o casamento, trago boas novas!
Segundo o "The Sunday Times", os cientistas descobriram o amor verdadeiro!
Durante uma pesquisa, e submetidos a exames ao cérebro, uma pequena parte dos casais avaliados demonstrou a mesma paixão ao fim de 20 anos de casamento, à que experimentaram no início da relação ...
Isto vem baralhar os dados e o que até agora era tido como certo: o amor e o desejo sexual conhecem um pico no início da relação e diminuem com o decorrer do tempo.
Segundo este estudo, há efectivamente alguns sortudos que conseguem experimentar o Amor para toda a vida :) Mas alguém tinha dúvidas? Eu não ;)
E neste fim-de-semana em que comecei a escrevinhar este lindo texto, convivi com um casal que está junto há quase 40 anos, um casamento em que são evidentes o carinho e a cumplicidade, mas também a honestidade (não têm pruridos em dizer o que pensam) e o mais romântico de tudo é quando ela o chama de "marido", como se esta fosse a palavra mais terna, a mais importante do dicionário, e a que resume tudo o que um amor de tantos anos deve ser ...
Resumindo, penso que o segredo poderá ser deixarmos de ver o amor como a solução para todos os problemas e frustrações, uma escapatória, mas como um prolongamento da nossa felicidade ...
Eu acho que estou no bom caminho, pois como alguém já me disse um dia, vou encontrar o "Big Love" porque eu acredito ... e apesar dos trambolhões, a minha crença no mais belo sentimento do mundo continua inabalável e incansável :)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Teste do SAPO: "Quem Sou Eu?"

Este foi o resultado de um teste que fiz no portal do SAPO, intitulado "Quem Sou Eu?", no qual recebi 45 pontos:

"Os outros vêem-na como sendo uma pessoa com vivacidade, charmosa, divertida, prática e interessante.
Alguém que está sempre no centro das atenções mas que não deixa que isso lhe suba à cabeça.
Também é vista como uma amiga delicada e compreensiva, sempre disposta a animar e ajudar aqueles que a rodeiam."

Gostei do que li :)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Descobrir a felicidade, sem precisar de colírio :)

Até há bem pouco tempo, achava que a felicidade era coisa destinada aos outros.
Estava habituado a ver quem me rodeava feliz, com alguém ao lado ou simplesmente feliz porque se sentia feliz.
A felicidade dessas pessoas era daquelas verdadeiras, espontâneas, daquelas que produzem um brilho diferente no olhar e rasgam os lábios num sorriso perfeito e apaixonante.
Era, portanto, uma felicidade exibicionista e autêntica, como todas as felicidades verdadeiras que se prezem devem de ser.
Eu, que nunca gostei de perder nem a feijões, também mostrava a minha felicidade.
Ria de orelha a orelha e fazia-o até me doerem os músculos.
Os meus olhos levaram tanto soro fisiológico que ainda hoje não entendo como não ficaram baços como os do tubarão.
Mas o que importava na altura era que o soro limpava os olhos e ajudava-me a ter o brilho das pessoas felizes!
Assim foi durante anos.
Com sucesso, deixem-me que vos diga.
Foi tão assim que até eu me convenci que era realmente feliz.
O meu sorriso tocava cada vez mais nas orelhas, os músculos já se tinham habituado, e os olhos brilhavam como dois faróis.
Estava o assunto arrumado e, face a estes sintomas, não havia quem se atrevesse a me diagnosticar o que quer que fosse abaixo de felicidade extrema.
Mas tal como as bolas de sabão que nascem do sopro de uma criança, também esta bela história tinha morte anunciada.
Apesar de neste momento me apetecer dramatizar, para prender até ao fim os leitores deste simples escrito, tenho de admitir que a descoberta de que a felicidade se fazia de outros ingredientes não foi uma tragédia, antes pelo contrário.
Descobri quando passei a senti-la realmente.
Agora os meus olhos brilham sem soro – deixei de usar aquela porcaria – e o meu sorriso não é tão longo, mas é sincero. E já agora bonito também!
Este texto não vem a propósito de nada, a não ser do meu estado de espírito.
Teu fã ;)

P.S.:
Um texto tão lindo merece estar no meu blog, ainda que não seja da minha autoria, mas de alguém que me é muito querido, e que agora, é feliz :) Vêem como acontece? Basta acreditar ... IP

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acreditar sempre no Final Feliz :)

Tem sido uma semana difícil ... estes últimos dias tenho recebido umas quantas más notícias de que casais amigos se separaram, e que me deixaram atónita, mas enfim ... deixou-me a pensar ...
Quando era adolescente, e nem sonhava em arranjar namorado, achava os adultos muito complicados, quando via desencontros e mal-entendidos em filmes, achava aquilo parvo e despropositado, já que na minha cabecinha despreocupada o assunto era muito simples: se eles gostam um do outro, ficam juntos ... se não, vai cada um para o seu lado ... fácil e sem dramas ...
Hoje em dia continuo a achar que os adultos complicam demasiado, mas já começo a entender que não é tudo tão "preto no branco" como eu inicialmente achava.
É como diz a canção "Às vezes, só o amor não é suficiente" e há diferenças entre o casal que se tornam obstáculos inultrapassáveis, por mais que se amem ...
Sempre defendi que somos todos iguais, mas às vezes, as diferenças de idades, de mentalidades, de nacionalidades e até de classes sociais dificultam uma equação que, à partida parecia ser tão óbvia: Amam-se = Final Feliz ...
Confesso que até eu, e perdoem-me a falta de modéstia, pensava que teria mais facilidade em encontrar alguém, mas os rapazes por quem me interesso ou são demasiado novos e não sabem o que querem e nem pensam em assentar; ou têm a minha idade e estão demasiado magoados para voltarem a acreditar no amor, e nem querem tentar; ou só se querem divertir e eu que me lixe ...
O mais irónico é que até conheço alguns homens decentes que simpatizam comigo, mas esses não me atraem (a tal química que só vem atrapalhar) ... fantástico, não é??
Começo a convencer-me que esta história de "o amor e uma cabana" não passa disso mesmo, uma história, e que na vida real há traições que não se conseguem perdoar, que nos marcam bem fundo e nos mudam de forma irreversível (e não há volta a dar), há grandes amores que demoram anos a passar (se é que passam) e paixões passageiras que nos transtornam mais do que deviam ... e pior que isso, mulheres e homens apaixonados pela vida e que estão sozinhos, com tanto amor para dar que até se lhes dói a alma ...
E o que me entristece é que, com o passar do tempo, a verdade é que se vai tornando mais difícil acreditar que da "próxima vez" é que vai dar certo ... é que dói demais voltar a confiar e entregar o coração e ter nova desilusão ...
Não é fácil, mas também ninguém disse que seria, e por isso, apesar de ter sabido das separações de (demasiados) amigos, prefiro pensar que agora eles ficaram libertos para uma nova oportunidade de encontrarem o amor verdadeiro ... o que não magoa, nem nos deixa a auto-estima a rasar o chão ...
E que dessa "próxima vez", o "Big Love" seja transparente e tão simples como eu imaginava que deveria ser nos meus tempos de menina e moça ...
bons tempos, em que o Amor falava sempre mais alto, vencia todos os obstáculos e em que o "Final Feliz" não era só para os contos de fadas, mas para mim e para todos :)